Transformar rios em estradas é perder o caminho

Escrevo como alguém que acredita que um país só se reconhece quando escuta seus rios. Durante mais de um mês, indígenas e ribeirinhos do Tapajós mantiveram suas barracas diante do porto de uma gigante do agronegócio , em Santarém (PA). Não estendiam a mão em súplica: erguiam a voz. Pediam que o país reconhecesse o óbvio ancestral: o rio é sujeito de direitos, corpo vivo de memória e de fluxo. Tem curso, pulso e lembrança e, como todo ser vivo, precisa de proteção. Leia mais (02/26/2026 - 22h00)