"Sirāt", "Pânico 7" e mais: confira as estreias da semana no cinema

Os cinemas entram na semana com estreias que realmente valem o ingresso. Entre elas, Sirāt, de Oliver Laxe, que chega cercado de prestígio e com lugar garantido na conversa do Oscar, concorrendo a Melhor Filme Internacional e Melhor Som. Também estreia A História do Som, drama histórico dirigido por Oliver Hermanus que transforma música, memória e intimidade em narrativa - com Josh O’Connor e Paul Mescal à frente de um elenco que já chama atenção antes mesmo da sessão começar. Para quem quer impacto imediato, Pânico 7 é o evento da semana. O filme marca o retorno de Neve Campbell à franquia e aposta em um terror mais violento e mais explícito. Some a isso dramas provocativos e histórias que incomodam - e a semana entrega opções para sair do cinema falando sobre o filme, não só esquecendo dele. Selecionar uma imagem A História do Som Dirigido pelo sul-africano Oliver Hermanus, cineasta celebrado por Viver (2022) e Moffie (2019), A História do Som é um drama histórico ambientado no pós-Primeira Guerra Mundial que acompanha dois homens viajando pela Nova Inglaterra rural para registrar canções folk compostas por ex-soldados americanos. O projeto se ancora na preservação da memória sonora como patrimônio cultural e afetivo, evidenciando como música, identidade e intimidade se entrelaçam em tempos de reconstrução. O elenco é liderado por Josh O'Connor, conhecido por The Crown, e Paul Mescal, que chega ao filme em evidência após sua indicação ao Oscar por Hamnet. Pânico 7 O retorno da franquia vem mais brutal, mais gráfico e menos preocupado em agradar unanimemente. Dirigido por Kevin Williamson, Pânico 7 coloca Neve Campbell novamente no centro emocional da saga, agora enfrentando não só um novo Ghostface, mas a herança traumática de tudo o que veio antes — e a necessidade de proteger sua família. O filme também traz de volta Courteney Cox, cuja primeira aparição nesta nova fase arrancou aplausos espontâneos durante a sessão de pré-estreia, em São Paulo. A crítica inicial recebeu o filme, que ainda conta com participações de Isabel May e outros rostos da nova geração, com reservas, apontando uma certa falta de sinergia no roteiro, que por vezes não amarra seus próprios excessos. Ainda assim, é impossível ignorar: o longa aposta em cenas de morte hiperbólicas, mais gore e mais explícitas, o que certamente satisfaz os fãs. Vale a ida ao cinema - nem que seja para debater depois. O Olhar Misterioso do Flamingo Dirigido pelo cineasta chileno Diego Céspedes, O Olhar Misterioso do Flamingo se insere na tradição do cinema latino-americano que mistura realismo social e fábula política. Céspedes, que já chamou atenção em curtas exibidos em festivais como Cannes e Locarno, constrói aqui um drama alegórico ambientado no Chile, onde homens gays passam a ser perseguidos sob a crença absurda de que transmitiriam um vírus pelo olhar. A história é vista a partir de Lidia, uma menina de 12 anos, interpretada por Tamara Cortes, cuja infância é atravessada pelo medo, pelo preconceito e pela violência simbólica. O filme foi amplamente elogiado pela crítica internacional pela coragem temática e pela forma como transforma o ódio coletivo em linguagem cinematográfica sensível e perturbadora. Manual Prático da Vingança Lucrativa Dirigido por John Patton Ford, Manual Prático da Vingança Lucrativa aposta na mistura de comédia sombria e suspense para satirizar herança, ganância e moralidade corporativa. Glen Powell interpreta um herdeiro bilionário disposto a tudo para garantir o que acredita ser seu, enquanto Margaret Qualley e Jessica Henwick adicionam camadas de ironia e ambiguidade ao jogo de interesses. A Miss Sem pretensões sensacionalistas, A Miss, dirigido por Daniel Porto, propõe um drama familiar centrado nas expectativas projetadas sobre os filhos e nas convenções de gênero herdadas de forma quase automática. A trama, que é estrelada por Helga Nemetik, acompanha uma ex-vencedora de concursos de beleza que sonha ver a filha repetir seu caminho, enquanto o talento inesperado surge no filho. Sirât Assinado por Oliver Laxe, um dos nomes mais radicais do cinema europeu contemporâneo (O Que Arde, Mimosas), Sirât é um drama de travessia que acompanha um pai e um filho pelo deserto do Marrocos em busca da filha desaparecida após uma rave. O filme constrói sua tensão menos pela ação e mais pela experiência sensorial — o desgaste físico, o silêncio, o som e a repetição do percurso. Protagonizado por Sergi López, o longa foi amplamente celebrado no circuito internacional e figura entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional, concorrendo diretamente com O Agente Secreto, além de disputar a categoria de Melhor Som, onde sua construção acústica tem sido apontada como um de seus maiores trunfos. Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!