As forças militares das Filipinas, dos Estados Unidos e do Japão realizaram exercícios conjuntos esta semana no Canal de Bashi, que separa o arquipélago filipino de Taiwan, informaram as autoridades nesta sexta-feira. Aeronaves dos três países patrulharam as Ilhas Batanes, no extremo norte das Filipinas, em exercícios projetados para demonstrar sua "capacidade de operar conjuntamente de forma integrada em ambientes marítimos complexos", disse o Exército de Manila em um comunicado. Japão anuncia envio de mísseis a ilha próxima de Taiwan até 2031 e amplia tensão com China Presidente de Taiwan adverte que ambições da China 'não vão parar' em caso de anexação da ilha Pouco mais de 100 quilômetros separam as Filipinas de Taiwan, uma ilha com governo democraticamente eleito, que a China considera parte de seu território e não descarta a possibilidade de tomar pela força. Esta é a primeira vez que as chamadas Atividades de Cooperação Marítima Multilateral (MMCA), das quais esses países participam, se estendem além do Mar da China Meridional, onde as Filipinas e a China têm se envolvido em repetidos confrontos por territórios disputados. "As operações aéreas foram conduzidas no espaço aéreo sobre o território filipino e suas águas territoriais, ao norte de Luzon", declarou o Exército filipino em seu boletim, acrescentando que os navios de guerra permaneceram a oeste das Ilhas Batanes. O exercício conjunto entre Filipinas, Estados Unidos e Japão durou seis dias e terminou na quinta-feira. Incluiu um exercício de artilharia com munição real conduzido pela fragata de mísseis guiados BRP Antonio Luna. O Exército chinês reagiu com indignação. - As Filipinas têm cooptado países de fora da região para organizar as chamadas patrulhas conjuntas, o que perturba a paz e a estabilidade na região - disse Zhai Shichen, porta-voz do Comando do Teatro Sul. Ele acrescentou que Pequim realizou uma "patrulha de rotina" no Mar da China Meridional entre 23 e 26 de fevereiro. Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, desencadeou uma crise nas relações com Pequim ao sugerir que Tóquio poderia intervir militarmente em qualquer ataque chinês a Taiwan. Em agosto, o presidente filipino Ferdinand Marcos também alertou que as Filipinas seriam arrastadas "à força" para qualquer guerra pela ilha democrática, da qual os Estados Unidos são o maior fornecedor de armas.