“Venha comigo até minha casa sem ser assaltado. Moro em Villa Luzuriaga, na zona oeste da cidade”, foram as primeiras palavras que Daniela S. usou em um vídeo para explicar as manobras que utiliza dia e noite para enganar potenciais criminosos que se aproximam de sua casa, localizada no bairro de La Matanza, em Buenos Aires, Argentina. — Há muitos roubos. Fiz a publicação para chamar a atenção para a falta de segurança e a impunidade de que os ladrões desfrutam. É difícil viver assim — disse ele ao La Nacion depois que sua postagem viralizou. 'Uma gota d'água em um oceano de estelionato contra a saúde', diz Drauzio sobre Meta ir à Justiça contra anúncios que usam sua imagem Fiocruz: casos de infecção respiratória grave estão em alta em três estados do Brasil; saiba quais Nos primeiros segundos do vídeo, que alcançou meio milhão de visualizações no TikTok e teve mais de 30 mil curtidas, ela indicou como se preparar inicialmente para evitar sofrer um incidente de segurança com seu veículo. “De agora em diante, já que estou a cinco ou seis quarteirões de casa, a primeira coisa que vamos fazer é desligar os faróis do carro, os externos. É assim que todos os problemas começam”, disse ela no vídeo que postou no final de janeiro e que viralizou na semana passada. O próximo passo foi encontrar as chaves e arrumar a mala para ter tudo pronto antes de chegar: “Dirijo com a chave na mão. Depois, vamos começar a diminuir a velocidade e ir devagar, olhando para a frente e para trás, para garantir que ninguém esteja nos seguindo, que não haja ninguém ao nosso lado, que não haja semáforos, para que possamos estacionar rapidamente e sair.” “Por exemplo, aqui, se um carro vier na nossa frente, o que vamos fazer é dar a volta até ele ir embora. Eu moro aqui, mas vou dar a volta até ele ir embora para evitar qualquer roubo”, continuou. Initial plugin text As imagens mostram a mulher realizando as manobras, por vezes em ruas com pouca iluminação pública. A luz que entra pelo interior do veículo revela que ela está segurando a chave de casa enquanto dirige. “Eu estava apenas dando uma volta no quarteirão em frente à minha casa porque havia carros, luzes, pessoas que eu não conhecia, e a verdade é que meu carro já foi roubado bem em frente à minha casa antes, então não quero que aconteça de novo. Bem, como vocês podem ver, eu moro aqui”, concluiu. Nova pesquisa: Os benefícios para a saúde do coração ao combinar manga e abacate diariamente Em entrevista ao jornal La Nacion, a mulher de 31 anos explicou que a ideia do vídeo surgiu para "tornar visível a situação" em seu bairro, devido ao número de roubos e à falta de ação da polícia de Buenos Aires. “Tive essa ideia para chamar a atenção para a falta de segurança e a impunidade de que os ladrões desfrutam. Ontem, cheguei em casa à noite e havia uma viatura policial me esperando. Um carro havia sido roubado cinco minutos antes. É difícil viver assim”, explicou Daniela. “Além disso, em janeiro, alguns ladrões invadiram uma casa do outro lado da rua da minha e reviraram tudo. Os vizinhos estavam viajando, mas, bem, é comum ver esse tipo de roubo no verão. Temos um grupo de vigilância comunitária e, há um ano, instalamos um alarme que dispara o tempo todo. Há tentativas de roubo o tempo todo”, reclamou ela. A usuária do TikTok, que trabalha como professora de educação física em uma escola em Liniers, mora perto das ruas Coronel Lynch e Miguel Cané, a poucos metros da Via Coletora Diego Armando Maradona, mais conhecida como Camino de Cintura, em Villa Luzuriaga. Cheiro de mofo nos armários: Saiba como eliminá-lo usando métodos naturais e sem produtos artificiais Em fevereiro de 2025, ela vivenciou uma situação de insegurança em primeira mão quando três ladrões em uma motocicleta a cercaram e roubaram seu carro na porta de sua casa. “Era um domingo. Íamos encontrar-nos com a família e eu fui buscar a minha irmã, que mora na capital. Quando voltei, estacionei o carro em frente de casa e apareceram três rapazes armados numa mota. Eram crianças, crianças pequenas, nem sequer sabiam conduzir”, disse. “Havia um cara na moto que estava no comando. Ele nunca desceu, mas ficava dizendo coisas como: ‘Vá para lá’, ‘Pegue as chaves e o celular dele’, e os outros não falavam, nem sequer olhavam para você. Foi difícil para eles pegarem o carro porque não sabiam como dar ré. Todas essas coisas fazem você se sentir mais vigiado ou tomar mais precauções”, acrescentou. Ela também disse que recuperou o carro sozinha, porque o celular da irmã estava dentro, e elas conseguiram rastreá-lo usando um computador: "Estava a 10 quarteirões da minha casa, depois do Camino de Cintura". Após sofrer o roubo, Daniela desenvolveu uma rotina para evitar que a situação se repita, tanto de dia quanto à noite: — Mesmo que seja sábado e eu vá apenas comprar algo em uma loja, tomo precauções. Por outro lado, ela observou que o vídeo teve um grande impacto e que, mesmo um mês após sua publicação, continua recebendo notificações. — Os comentários são variados, mas a maioria é de pessoas que estão passando pela mesma situação. 'Eu entendo, moro em Quilmes', 'Sou de Laferrere e isso acontece aqui'. Acredito que se algo está destinado a acontecer com você, acontecerá, mas é importante estar alerta ou mais preparado nessas situações.