O Banco de Brasília (BRB ) obteve na Justiça o bloqueio e o arresto de ações da instituição pertencentes a Daniel Vorcaro; ao ex-sócio do Master, Maurício Quadrado; e ao fundador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur. A medida, detalhada em fato relevante pelo BRB, visa impedir que os executivos vendam suas participações no capital do banco, avaliadas em aproximadamente R$ 376 milhões. O Bradesco, na condição de agente de custódia, já recebeu a notificação para evitar a alienação dos ativos. As informações são do portal g1. + Leia mais notícias de Economia em Oeste O bloqueio desses valores ocorre no âmbito das investigações sobre a aquisição, pelo BRB, de mais de R$ 12 bilhões em carteiras com indícios de fraude vindas do Banco Master. A estimativa inicial aponta um prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões para a instituição brasiliense. O impacto exato no patrimônio do banco será conhecido em março, data prevista para a divulgação do balanço financeiro oficial. Operação Compliance Zero e crise institucional A crise no BRB ganhou contornos policiais em novembro de 2025, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Compliance Zero. Na ocasião, a Justiça determinou o afastamento de Paulo Henrique Costa da presidência do banco, que posteriormente foi demitido. A situação patrimonial da instituição agravou-se com as denúncias de fraude e a necessidade urgente de recompor os índices de capitalização. https://www.youtube.com/shorts/K-US64HcKJ4 Antes da crise eclodir, o Banco Central (BC) já havia rejeitado oficialmente, em 3 de setembro de 2025, a tentativa do BRB de comprar o Banco Master. A operação, anunciada em março daquele ano, previa a aquisição de 58% do capital total do Master. O BC barrou o negócio após cinco meses de análise, confirmando as preocupações do mercado sobre o modelo de captação arriscado e a qualidade duvidosa dos ativos envolvidos. Alertas do Ministério Público Federal Segundo o g1, documentos revelam que o Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao BRB, meses antes do veto do Banco Central, que comprovasse a fidedignidade dos ativos do Banco Master. O órgão alertou expressamente sobre o risco de passivos ocultos e ativos inflados, o que representaria um perigo grave para a utilização de recursos públicos na transação. Os recursos bloqueados pela Justiça podem ser utilizados futuramente para a recomposição do patrimônio do banco de Brasília. A investigação corre sob sigilo, enquanto a instituição tenta mitigar os danos gerados pela operação rejeitada e pelas suspeitas de fraude que atingem diretamente seu quadro de acionistas individuais. Leia também: "Mendonça reverte decisão de Toffoli: 'Investigações devem seguir fluxo legalmente previsto'" O post Justiça bloqueia R$ 376 mi em ações de Vorcaro e outros investigados no BRB apareceu primeiro em Revista Oeste .