Chuvas em MG: Número de mortes aumenta, e bombeiros seguem busca por desaparecidos

O número de mortos na tragédia provocada pelas chuvas na Zona da Mata mineira subiu para 64, segundo atualização divulgada nesta sexta-feira (26) pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. São 58 óbitos confirmados em Juiz de Fora e seis em Ubá. Ainda há cinco pessoas desaparecidas, três em Juiz de Fora e duas em Ubá. Desde o início da operação, os bombeiros atenderam mais de 80 chamados relacionados a soterramentos. Medo de saques e de novos desabamentos faz área afetada pela chuva em MG virar ‘cidade-fantasma’ Chuvas em MG: vídeo mostra resgate de cão retirado com vida dos escombros após deslizamento em Juiz de Fora Em Juiz de Fora, os bombeiros estão mobilizados em três frentes de trabalho: no bairro Paineiras, no bairro JK (Comunidade Parque Burnier) e no bairro Linhares. Pelo menos oito bairros de Juiz de Fora tiveram orientação de evacuação. No Três Moinhos, onde dezenas de casas foram abaixo — deixando entre os mortos uma criança de 5 anos — e sete ruas foram desocupadas, moradores se juntaram e ajudavam uns aos outros em uma força-tarefa para esvaziar as residências restantes. O resgate de animais, abandonados ou cujos donos não tinham condições de mantê-los nesse momento, era outro foco do trabalho coletivo. Em Três Moinhos, quase totalmente evacuado, equipes da Polícia Militar e da Defesa Civil seguem percorrendo as ruas com alertas por megafone. Na noite de quarta-feira, um casal de idosos foi retirado de casa após vizinhos acionarem as autoridades. Inicialmente resistentes, eles acabaram convencidos a deixar o imóvel. A dimensão social da tragédia também aumentou. Segundo balanço, 725 pessoas estão desabrigadas — acolhidas em abrigos públicos em Juiz de Fora — e 4.706 estão desalojadas: 3.500 em Juiz de Fora, 396 em Ubá e 810 em Matias Barbosa. A mobilização estadual envolve equipes da Defesa Civil, bombeiros, polícias Militar e Civil, além de reforços na saúde e na assistência social. Maquinário pesado atua na desobstrução de vias, enquanto psicólogos e assistentes sociais acompanham as famílias atingidas. Apesar do avanço no restabelecimento de serviços essenciais, o risco permanece elevado. Estudos federais classificam Juiz de Fora com grau alto para deslizamentos, e as autoridades reforçam que qualquer novo volume de chuva pode provocar novos desmoronamentos em encostas já encharcadas.