Um ciberataque contra 1.500 médicos na França, detectado no fim de 2025, resultou no vazamento de dados pessoais de pacientes, informou nesta sexta-feira a empresa responsável pelo sistema afetado. O Ministério da Saúde estima que até 15 milhões de pessoas possam ter sido impactadas. Entenda: Microsoft é investigada no Japão por suspeita de violação à lei antimonopólio Conselheiro espiritual: Pesquisadores japoneses apresentam 'monge robô' movido por IA Segundo a Cegedim Santé, editora do software MLM utilizado por 3.800 médicos no país, 1.500 profissionais foram vítimas de um ataque identificado após a detecção de “um comportamento anormal nas solicitações do aplicativo”. “Após investigações minuciosas, constatou-se que dados pessoais de pacientes do sistema MLM foram consultados ou extraídos ilegalmente”, informou a empresa em comunicado, sem detalhar o número exato de pessoas afetadas. De acordo com a Cegedim Santé, os dados comprometidos provêm “exclusivamente” do cadastro administrativo dos pacientes — como nome, sobrenome, sexo, data de nascimento e telefone. Para “um número muito limitado” de pessoas, porém, o vazamento pode ter incluído “anotações pessoais do médico com informações sensíveis”. O Ministério da Saúde confirmou que houve exposição de dados administrativos, como “nome, sobrenome, número de telefone e/ou endereço postal”, e reiterou que 15 milhões de franceses foram afetados. Em coletiva de imprensa após revelações da emissora pública France 2, a pasta informou que, para 169 mil pacientes — cerca de 1% do total estimado —, os dados vazados incluem anotações médicas. Segundo a France 2, entre as informações expostas estariam dados de importantes líderes políticos franceses. A ministra da Saúde, Stéphanie Rist, solicitou à Cegedim Santé esclarecimentos sobre as causas do incidente, as “medidas corretivas” adotadas e as “garantias” oferecidas para evitar novos vazamentos.