O influenciador Arthur O Urso, de 37 anos, conhecido por viver relacionamentos poligâmicos de forma aberta, afirmou que foi impedido de apadrinhar o filho de um amigo após a igreja ser informada sobre seu estilo de vida. Segundo ele, o convite partiu da família da criança, mas acabou barrado poucos dias antes da cerimônia. Veja: Quem é a apresentadora que comemorou 35 anos em corpo de 50 e transformou aniversário em festa inusitada Confira: Karol Rosalin, madrinha de bateria e influenciadora, expõe suposto golpe envolvendo fundador do Telegram Arthur contou que recebeu a notícia com surpresa e constrangimento. "Meu amigo queria muito que eu fosse padrinho, mas disseram que, por eu viver com mais de uma mulher, eu não seria o exemplo ideal dentro da Igreja. Foi constrangedor", relatou. O influenciador explicou que não questiona a fé de ninguém, mas percebeu no episódio mais um sinal do preconceito que enfrenta por suas escolhas afetivas. "Eu não estou falando de traição ou coisa escondida. Tudo é consensual. Mesmo assim, parece que a palavra 'poligamia' já fecha portas automaticamente", afirmou. Segundo Arthur, o caso é apenas mais um exemplo da polifobia da qual sofre com frequência. "Não é a primeira vez que algo assim acontece. Já perdi contratos, já deixaram de me convidar para eventos e já ouvi que eu 'não combino' com certos ambientes. A pessoa nem me conhece, mas já me julga", disse. Ele acrescentou que o preconceito não se restringe a homens ou a ambientes religiosos. "Tem muita mulher que me critica também. Às vezes apoiam a liberdade, mas quando veem um relacionamento não monogâmico na prática, a reação muda. Parece que o discurso é moderno, mas o limite é curto", observou. Apesar da situação, Arthur garantiu não guardar ressentimentos. "Eu respeito a igreja e entendo que cada instituição tem suas regras. Só acho que as pessoas confundem escolha de vida com caráter", declarou. Para o influenciador, tornar o episódio público é uma forma de abrir debate sobre diversidade afetiva. "Se meu estilo de vida incomoda tanto, talvez o problema não seja o amor em si, mas o medo de sair do padrão", finalizou.