Estudo identifica quatro técnicas usadas por mulheres para aumentar o prazer durante a penetração; veja lista

Um estudo publicado na revista científica PLOS ONE identificou quatro técnicas frequentemente utilizadas por mulheres para aumentar o prazer durante a penetração vaginal. A pesquisa, baseada em dados do “relatório do prazer” do site instrucional OMGYES, ouviu mais de 3 mil mulheres nos Estados Unidos, com idades entre 18 e 93 anos. Adolescência: Como o telefone está mudando as regras do amor Banana, iogurte, mel: Veja 3 receitas simples com ingredientes acessíveis de máscaras caseiras que hidratam a pele de forma natural As participantes responderam sobre como costumam intensificar o próprio prazer durante o sexo. O estudo concentrou-se especificamente na penetração vaginal, e a maioria das entrevistadas se identificou como heterossexual. A partir das respostas, os pesquisadores identificaram quatro técnicas principais: Angling (angulação) Cerca de 90% das entrevistadas afirmaram utilizar o “angling”, que consiste em girar, elevar ou abaixar a pelve e os quadris durante a penetração vaginal para ajustar o ponto de fricção do pênis ou de um brinquedo sexual dentro da vagina. Entenda: Suplemento popular para desempenho do cérebro pode estar ligado a menor expectativa de vida em homens, diz estudo Shallowing (penetração superficial) Aproximadamente 84% das mulheres disseram tornar a penetração mais prazerosa por meio do “shallowing”, caracterizado por toques penetrativos superficiais, logo na entrada da vagina. Rocking (balanço) Em torno de 76% relataram aumentar o prazer com o “rocking”, técnica em que a base do pênis ou de um brinquedo sexual estimula o clitóris durante a penetração ao permanecer completamente dentro da vagina, em vez de realizar movimentos de vai e vem. Pairing (combinação) Por fim, cerca de 70% disseram recorrer ao “pairing”, que ocorre quando a mulher ou seu parceiro estimula o clitóris com os dedos ou com um brinquedo sexual durante a penetração. Carne congelada sem perder o sabor: confira truque de 24 horas recomendado por especialistas Embora os resultados não tragam necessariamente informações inéditas, os autores defendem que nomear e descrever essas práticas pode facilitar o reconhecimento e a comunicação do que proporciona prazer, além de incentivar mais mulheres a reivindicarem sua própria satisfação sexual. “Abordagens holísticas da saúde sexual enfatizam cada vez mais as contribuições positivas que o prazer sexual — particularmente para as mulheres — oferece ao bem-estar físico, social e emocional ao longo da vida”, escrevem os autores do estudo. “Por exemplo, pesquisas mostraram que o prazer sexual contribui para que as mulheres relatem maior felicidade e níveis mais baixos de depressão, estresse e ansiedade.” Em comunicado, Julia Robinson, editora sênior da revista PLOS ONE, também defendeu a importância de publicações científicas abordarem o tema. “Isso contribui para a base do conhecimento acadêmico e explora um tópico pouco estudado que está relacionado à saúde e ao bem-estar das mulheres”, afirmou. Especialistas que não participaram da pesquisa concordam com a relevância dos achados. Kate Balestrieri, psicóloga e terapeuta sexual certificada, disse ao HuffPost que o estudo pode ajudar mulheres a se sentirem legitimadas em sua autonomia. “O que é tão interessante neste estudo — e tão necessário — é a capacidade de as mulheres lerem isso e se sentirem legitimadas em sua habilidade de conduzir o próprio prazer e ter linguagem para isso.” Ela acrescentou que muitas mulheres são socializadas para assumir um papel passivo nas relações sexuais. “As mulheres muitas vezes são ensinadas a serem receptáculos do sexo ... quando falamos sobre mudar a linguagem sobre como inclinar os quadris ou mover o próprio corpo, isso é um presente para nós mesmas. Agora estamos no controle dos nossos próprios corpos. Não é uma experiência passiva”, disse. “Não há nada de errado em ter uma experiência passiva se essa for a sua preferência. Mas, para muitas mulheres, elas realmente gostariam de ter mais protagonismo sobre o que está acontecendo.”