Bacellar tinha lista de nomes para compor secretariado em possível governo; deputado era tido como sucessor de Claudio Castro

Lista com organograma apreendida pela PF em endereços de Rodrigo Bacellar Reprodução O deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), indiciado pela Polícia Federal por suspeita de vazamento de informações ao Comando Vermelho, era cotado para assumir o Palácio Guanabara com a saída do governador Cláudio Castro, prevista para abril, quando deve deixar o cargo para concorrer ao Senado. Segundo anotações apreendidas pela Polícia Federal durante buscas realizadas em endereços ligados a Bacellar, havia indícios da montagem antecipada de um possível governo. Entre os nomes mencionados estariam o ex-procurador de Justiça Marfan Vieira para a vice-governadoria; Douglas Ruas para a Secretaria de Obras; e Rodrigo Pimentel para a área de Segurança Pública. A apreensão dos registros sugere que Bacellar se preparava para assumir o comando do estado e já estruturava uma eventual equipe de governo. Lista com organograma apreendida pela PF em endereços de Rodrigo Bacellar Reprodução Não se sabe, no entanto, se todos os citados foram convidados ou sequer tinham conhecimento das anotações. Inicialmente, não há indicação de ilícito na simples organização de cenários políticos ou na projeção de equipe para uma eventual gestão. Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Investigadores ressaltam que, embora não haja crime na elaboração da lista, o material passou a ser analisado no contexto mais amplo das apurações, especialmente no que diz respeito às relações e articulações do então presidente da Alerj. O plano, porém, acabou frustrado após a prisão do parlamentar, que interrompeu as articulações e inviabilizou a possibilidade de ele assumir o governo com a eventual saída de Castro. Veja os vídeos que estão em alta no g1