Depois da Ordem dos Advogados do Brasil ( OAB ) solicitar providências para o encerramento do inquérito das fake news , o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal ( STF ), defendeu a continuidade das investigações. O inquérito, que desde 2019 apura ataques a ministros e foi ampliado para outros temas, permanece sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes . + Leia mais notícias de Política em Oeste Durante a sessão especial pelos 135 anos do STF, nesta quinta-feira, 26, Mendes ressaltou a relevância histórica do inquérito. "Devo falar da importância histórica do inquérito das fake news . Vivemos esse momento dramático, convivemos com isso no início do governo Bolsonaro. Foi uma posição difícil a decisão do ministro Dias Toffoli, designando o ministro Alexandre de Moraes para essas funções. "Não quero fazer a especulação do 'se' na história: o que seria do Brasil se não fosse o inquérito das fake news . Mas estou muito tranquilo porque aqui apoiei desde o início." Preocupações institucionais e ampliação do inquérito A manifestação da OAB ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, expressou "extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração". A entidade destacou que, embora o início do inquérito tenha ocorrido em situação excepcional e por iniciativa do próprio Supremo, a continuidade precisa seguir limites constitucionais, mostrando apreensão com o alargamento de seu escopo. https://www.youtube.com/watch?v=sG7DtP6o_aY O tema voltou ao debate público depois da Polícia Federal realizar ação contra quatro funcionários da Receita Federal suspeitos de acessar e vazar informações fiscais de ministros do STF e familiares. Segundo o Supremo, a nova petição foi vinculada preventivamente ao inquérito das fake news . Troca de críticas entre Gilmar Mendes e Sergio Moro No mesmo evento, Gilmar Mendes ironizou o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), ao criticar a atenção da imprensa sobre o Supremo. O ministro comentou que um observador externo poderia concluir que todos os problemas do país se concentram na Corte. Mendes também questionou a ausência de autocrítica de veículos de imprensa que apoiaram a Operação Lava-Jato, mesmo depois de decisões judiciais sobre excessos cometidos. O ministro afirmou ainda que "jornalistas importantes" atuaram como ghostwriters para o ex-juiz da Lava-Jato e provocou: "Precisava de ghostwriters porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra 'tigela'", disse Gilmar Mendes. Pelas redes sociais, Sergio Moro respondeu que Gilmar Mendes "quer desviar a atenção da opinião pública" sobre uma matéria da revista The Economist , que, segundo ele, retratou o ministro negativamente. "Devia falar sobre ela e não sobre bobagens", afirmou o senador. Leia também: “Togas fora da lei” , artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste O post Gilmar Mendes defende inquérito das fake news depois de pedido da OAB por fim da apuração apareceu primeiro em Revista Oeste .