El Mencho: México identifica quatro possíveis sucessores de traficante no Cartel Jalisco Nova Geração

O governo do México informou nesta sexta-feira que já identificou e investiga quatro chefes regionais do Cártel Jalisco Nova Geração (CJNG) que poderiam suceder o líder do grupo, Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, morto no último domingo. Entenda o caso: como foram as últimas horas de 'El Mencho', narcotraficante morto no México? Veja também: Motorista impede que criminosos incendeiem ônibus durante tentativa de bloqueio após morte de 'El Mencho', no México; vídeo Segundo o secretário de Segurança, Omar García Harfuch, os nomes estão sob investigação e, por isso, não foram divulgados. “Temos identificados vários líderes, quatro especificamente, que estão sob investigação e que são os líderes mais fortes dentro desse grupo criminoso”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que dois deles são os “mais prováveis” para assumir o comando da organização. O secretário de segurança do México, Omar Garcia Harfush, ao lado da presidente do país, Claudia Sheinbaum YURI CORTEZ / AFP A morte do traficante — que até então era considerado o criminoso mais perigoso e procurado pelo México e pelos Estados Unidos — gerou temor entre especialistas em segurança de que uma disputa interna pela liderança pudesse desencadear uma nova onda de violência no país. García Harfuch destacou que o CJNG mantém presença em diversos estados mexicanos e que há “lideranças regionais” dentro da estrutura da organização, de onde podem surgir os possíveis sucessores. 'El Mencho': Quem era a única mulher da equipe que morreu na operação contra o traficante “El Mencho” morreu após ser ferido durante uma operação militar em Tapalpa, no oeste do México, quando tentava fugir. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital. Após a ação que resultou na morte do líder, integrantes do cartel promoveram uma série de ataques coordenados, com incêndios a estabelecimentos comerciais e bloqueios de rodovias em 20 dos 32 estados do país. De acordo com o secretário, o domingo foi o dia mais violento, mas a situação começou a se normalizar a partir de segunda-feira. Na quarta-feira, as forças de segurança conseguiram liberar todas as rodovias locais e federais que haviam sido bloqueadas por criminosos, garantiu o ministro. “Não houve um aumento da violência”, insistiu García Harfuch durante a coletiva matinal da presidente Claudia Sheinbaum, realizada no estado de Sinaloa, no noroeste do país. Analistas avaliam que o cartel terá de preencher o vácuo deixado por “El Mencho”, que comandava a organização de forma centralizada e com “mão de ferro”. Estudos acadêmicos estimam que o CJNG conte com mais de 30 mil integrantes, o que o torna um dos grupos criminosos mais poderosos da América Latina.