Bomba de fragmentação da era soviética é encontrada e detonada em Honduras

Militares hondurenhos descobriram uma bomba de fragmentação, fabricada na antiga União Soviética, escondida na vegetação rasteira de uma área onde grupos armados nicaraguenses atuavam na década de 1980, informou o Exército nesta sexta-feira. Esses dispositivos são proibidos por um tratado internacional devido à sua letalidade, pois contêm centenas de pequenos projéteis que podem se dispersar por áreas equivalentes a vários campos de futebol. Por quase 30 anos: soldado japonês da Segunda Guerra viveu perdido em uma ilha, crendo que a guerra continuava Relembre: duas bombas da Segunda Guerra encontradas na Inglaterra fecham escolas e hotéis, forçam evacuação em massa e são detonadas no mar "Se tivesse explodido na área, teria causado danos severos", disse o Capitão Mario Rivera em um vídeo. Ele explicou que a bomba foi detonada em uma explosão controlada em uma área arborizada perto da cidade de San Andrés del Bocay (Olancho), a cerca de 260 km de Tegucigalpa. A ogiva, pesando 113 kg e descoberta durante uma patrulha para proteger recursos ambientais, estima-se que esteja lá desde a década de 1980, acrescentou o oficial. Contudo, o Exército não explicou como o explosivo chegou ao local, nem o vinculou a qualquer grupo específico. Initial plugin text Embora não houvesse conflito armado em Honduras, suas áreas fronteiriças com a Nicarágua serviram de refúgio e centro de operações para os "Contras", grupos armados nicaraguenses de direita que lutaram contra o governo sandinista com financiamento dos EUA. Além de sua letalidade quando lançadas de aeronaves ou em terra, as bombas de fragmentação representam uma ameaça porque as submunições que não explodem no impacto permanecem ativas por anos como minas antipessoais.