O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) avançou na costura de alianças para a eleição de 2026 em Minas Gerais ao se reunir, na terça-feira, com o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), em Brasília. O encontro foi noticiado inicialmente pelo portal Metrópoles. A conversa tratou diretamente do posicionamento do PSDB no estado e da possibilidade de convergência com o projeto político de Pacheco. De acordo com relatos de interlocutores do deputado e do senador, o PSDB deve estar ao lado do senador independentemente do desenho final da disputa — seja com Pacheco candidato ao governo, seja apoiando o arranjo político que ele venha a integrar. Procurados, Aécio e Pacheco não comentaram. Apesar dos sinais públicos de que poderia ser candidato ao governo de Minas ou ao Senado, Aécio tem afirmado em conversas reservadas que deve buscar a reeleição à Câmara. Na condição de presidente nacional do PSDB, o parlamentar tenta preservar protagonismo na definição da estratégia da legenda em Minas. O almoço reforça a estratégia de Pacheco de consolidar pontes no campo de centro enquanto mantém em aberto a decisão sobre concorrer ou não ao Executivo mineiro. Paralelamente à aproximação com os tucanos, o senador intensificou as negociações para trocar o PSD pelo MDB. Pacheco deve se reunir na próxima quarta-feira com dirigentes da legenda para tratar dos termos finais de uma eventual filiação. Interlocutores afirmam que a mudança partidária pode ocorrer mesmo que ele não dispute o governo, como parte de um redesenho mais amplo de alianças no estado. Hoje, a sigla tem como pré-candidato o ex-presidente da Câmara municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo. Nesse cenário, Pacheco levaria seu grupo político para a nova sigla, movimento que ocorreria após o PSD ter filiado contra a sua vontade o vice-governador Mateus Simões, aliado do governador Romeu Zema (Novo). Há ainda a possibilidade de Pacheco viajar a Juiz de Fora neste sábado para um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estará na cidade após fortes chuvas que deixaram mais de 60 mortos. A expectativa entre aliados é que a conversa possa servir como momento de definição política. Nos últimos dias, ele teve conversas com o presidente do PT, Edinho Silva, que tem tentando articular sua candidatura. Lula já trata o mineiro como seu nome preferencial em Minas e tem dito a aliados que ele será candidato. No entorno de Pacheco, contudo, a avaliação é que o cenário segue “em construção” e que não há decisão formal tomada.