O ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, teria confirmado para Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, acusado pela polícia ser um dos chefes do Comando Vermelho, que foi alertado na véspera pelo presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) , Rodrigo Bacellar (União Brasil). A informação consta do relatório da Polícia Federal que fundamentou o indiciamento nesta sexta-feira de TH Jóias e mais três pessoas no inquérito que apura o caso. Bacellar exercia 'liderança do núcleo político' do CV, aponta relatório da PF: 'Retrato perfeito da espoliação Casa com elevador, capela, camarote, quadra de vôlei de praia e área gourmet: o que a PF encontrou nos imóveis de luxo de Bacellar — A gente no TRF (na audiência de custódia) ele comentou comigo. Falei, pô mano, você já sabia da operação? ? Ele, pô, já sabia, pô. O Bacellar me avisou. O Bacellar me avisou e tal.— disse Gabriel. Antes de ser preso, Bacellar já planejava montar a equipe; se fosse eleito governador, Douglas Ruas iria para a Secretaria de Obras Thiego foi preso em setembro do ano passado, durante a Operação Zargun, com Índio do Lixão e mais 13 pessoas na Operação Zargun, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Polícia Civil, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RJ). Entenda o caso Segundo a investigação, TH Jóias utilizava o mandato na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para favorecer o crime organizado. Ele foi acusado de intermediar a compra e a venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão, além de indicar a esposa de Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão — apontado como traficante e também preso —, para um cargo parlamentar. Três meses depois, no início de dezembro, Bacellar foi preso e afastado da presidência da Alerj, por ordem do Ministro Alexandre de Moraes, por suspeita de vazar informações sigilosas da investigação e obstruir as investigações. Dias depois, a Alerj votou pelo relaxamento da prisão de Bacellar.