Investir em negócios próprios deixou de ser exclusividade de grandes empresas: cada vez mais, famosos e influenciadores se lançam em empreendimentos, mesmo sem abandonar suas carreiras digitais. Mas, para que esses projetos sejam percebidos e escolhidos pelo público, não basta aparecer uma vez: a presença consistente em diferentes canais se tornou decisiva para que qualquer negócio seja encontrado e considerado confiável. Entenda como influenciadoras brasileiras estão moldando a nova economia digital Pequenas mudanças, grandes impactos: como produtividade e inovação podem transformar sua rotina e negócio Em um Brasil marcado pelo fechamento de 1,9 milhão de empresas em 2025, mais do que o dobro do registrado em 2024, a forma como um negócio se apresenta deixou de ser apenas um detalhe. Para o consumidor moderno, a pesquisa começa antes do primeiro contato direto. Segundo Rafael Somera, CEO da Solutudo, plataforma que conecta soluções locais à população. "Hoje, se a empresa não aparece quando o consumidor procura, ela simplesmente entra no radar. E se não entra no radar, não é cogitada", diz. A mudança no comportamento de compra é estrutural. Dados do Google mostram que 93% das pessoas pesquisam informações antes de comprar e transitam por três a seis canais diferentes — buscadores, redes sociais, mapas, sites institucionais, plataformas de avaliação e, mais recentemente, ferramentas de inteligência artificial — até tomar uma decisão. Nesse cenário, depender de um único ponto de visibilidade se tornou um risco. "A atenção do consumidor está fragmentada. Apostar tudo em redes sociais ou apenas no Google deixa a empresa vulnerável a mudanças de algoritmo e perda repentina de alcance", alerta Rafael. A checagem constante faz parte do comportamento do consumidor contemporâneo. Estudos da BrightLocal indicam que 99% das pessoas leem avaliações durante a jornada de compra. A decisão de compra hoje começa muito antes do contato direto, segundo Somera. "O consumidor descobre em um canal, mas vai a outros para confirmar se aquela empresa é confiável, se está ativa e se outras pessoas falam bem dela. Não adianta investir em tráfego pago se, na hora da checagem, não há avaliações, conteúdo atualizado ou sinais de que o negócio está vivo", explica. Na prática, perfis desatualizados ou inconsistentes entre plataformas geram desconfiança e afastam clientes. Páginas com fotos, informações atualizadas e avaliações frequentes podem gerar até três vezes mais interações do que páginas abandonadas. "O consumidor não quer só encontrar uma empresa. Ele quer confirmar que ela é confiável, acessível e relevante. Estar em múltiplas plataformas hoje não é excesso, é sobrevivência", afirma. No fim das contas, estar presente de forma estratégica e consistente em diferentes canais não é apenas uma estratégia de crescimento, é o que separa quem fica no radar do público de quem passa despercebido. "Não basta existir online; é preciso ser encontrado, reconhecido e confiável. É assim que uma empresa se mantém viva no radar do consumidor", conclui Rafael. Rafael Somera explicou como a estratégia digital define o crescimento e a relevância de uma marca no mercado atual Divulgação