O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta sexta-feira (27), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por não ter apresentado projetos de obras e prevenção a desastres climáticos, mesmo contando com recursos da ordem de R$ 3,5 bilhões do PAC. Ao discursar, no encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, Lula disse, também, que os desastres causados pelas enchentes são resultados do descaso histórico com o povo pobre do país. O ministro das Cidades, Jader Filho, ao reforçar a crítica do presidente da República ao governo mineiro, acrescentou que os recursos poderiam ser alocados para obras de contenção de encostas e de macrodrenagem. Notícias relacionadas: Voluntários cruzam estados para ajudar vítimas das chuvas em MG. "Perdi quase 20 pessoas da família”, diz moradora de Juiz de Fora. Chuvas fortes deixam 64 mortos em Juiz de Fora e Ubá. Neste sábado (28), Lula vai visitar as cidades mineiras de Juiz de Fora e Ubá, as mais atingidas pelo temporal. Já foram contabilizadas, ao menos, 64 mortes causadas pelas enchentes. O presidente defendeu ainda a necessidade de aplicação de recursos em prevenção a desastres socioambientais. “É um descaso porque um prefeito pode saber de antemão que uma determinada área não pode ser ocupada”, exemplificou. Brasília (DF) 21/10/2025 - O Ministro das Cidades, Jader Filho, criticou também o governo de Jair Bolsonaro por ter destinado pouco recursos para obras contra enchentes causados por eventos climáticos Foto-arquivo: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Jader Filho criticou ainda o governo anterior, do presidente Jair Bolsonaro, pela falta de recursos alocados para prevenção. Ele ressaltou que o governo passado destinou tão somente R$ 6 milhões para essa finalidade. “Nós colocamos em prevenção mais de R$ 32 bilhões. Só para o Rio Grande do Sul, foram R$ 6,5 bilhões. A ciência mostra que a gente tem que tornar nossas cidades mais resilientes, adaptadas e preparadas para os eventos climáticos extremos”. Impactos Segundo o mais recente relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mostrou que, no Brasil, a sucessão de eventos climáticos extremos impactou diretamente 336.656 pessoas e gerou prejuízos econômicos da ordem de R$ 3,9 bilhões. <