Em duas semanas de ações de enfrentamento à coqueluche no Território Yanomami, o Ministério da Saúde realizou 1.048 atendimentos. A força-tarefa, iniciada em 13 de fevereiro, vacinou 108 indígenas, aplicou 238 doses no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI YY) e administrou 350 quimioprofilaxias. A operação conta com mais equipes de saúde, especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS) e da Força Nacional do SUS (FN-SUS). Até o momento, foram identificados 16 casos da doença e três óbitos. Desses casos, quatro pacientes receberam alta médica, enquanto os demais suspeitos e contactantes seguem em tratamento e monitoramento. As ações alcançaram sete polos-base: Aratha-U, Haxiu, Maloca Paapiu, Parafuri, Parima e Surucucu. A estratégia prioriza a interrupção da transmissão por meio de vigilância epidemiológica ativa, investigação e confirmação diagnóstica, coleta de material para análise, intensificação da vacinação e tratamento oportuno com quimioprofilaxia, especialmente para contactantes próximos, menores de um ano e grupos de risco. Desde a declaração de emergência para reverter o abandono no território, a vacinação avançou significativamente. O percentual de crianças menores de um ano com Esquema Vacinal Completo (EVC) dobrou, de 29,8% em 2022 para 57,8% em 2025. Para crianças de até cinco anos, o EVC cresceu 39%, passando de 52,9% para 73,5% no mesmo período. O EVC mede a proporção de pessoas que receberam todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação conforme a faixa etária. Para reforçar as equipes, foram contratados 1.165 profissionais desde 2023 para o DSEI Yanomami. Atualmente, atuam 1.855 profissionais, um aumento de 169% em relação aos 690 no início de 2023.