Harry se recusa a comentar caso Epstein durante missão humanitária na Jordânia

O Príncipe Harry participou de uma rara entrevista televisiva na Jordânia, mas optou por não comentar o escândalo envolvendo seu ex-tio, o Príncipe Andrew. Durante a visita humanitária, ele elogiou a liderança do país e ressaltou a importância do trabalho local. Após dois dias visitando organizações de apoio e centros de tratamento, Harry encorajou outros países a seguirem o exemplo jordaniano. "O mundo deveria ser extremamente grato pelo que a Jordânia está fazendo e pela liderança moral que está demonstrando para o mundo neste momento", disse Harry, de 41 anos, ao Channel 4 News nesta sexta-feira (27.02). Junto de sua esposa, Meghan Markle, o príncipe visitou centros de saúde, campos de refugiados e organizações humanitárias em Amã e regiões próximas. A viagem, organizada em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), teve como foco o suporte à saúde mental e a ajuda a comunidades vulneráveis afetadas por conflitos. Antes da entrevista, o correspondente do Channel 4 mencionou o escândalo envolvendo a família de Harry no Reino Unido, destacando que o Duque de Sussex não queria comentar sobre seu tio, preso sob suspeita de má conduta em cargo público em 19 de fevereiro. "Entendo que você não queira falar sobre sua família, seu tio, assuntos de Londres. Você está aqui porque não quer desviar a atenção do trabalho que está realizando na OMS e em Gaza", disse o entrevistador. "Primeiramente, por que você está aqui na Jordânia? Por que isso é tão importante para você?" Harry ignorou a menção à família e enfatizou o propósito humanitário da visita: "Acho que, tendo conversado com o Dr. Tedros [Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus] por muitos meses - bem, anos - mas especificamente nos meses que antecederam esta viagem, foi realmente importante para nós destacar o trabalho incrível que a Jordânia realiza para esta região", disse ele. "O trabalho vem sendo realizado há décadas, mas, mais recentemente, tornou-se um centro humanitário para o Oriente Médio, especialmente com tudo o que está acontecendo em Gaza e também na Síria", continuou. No Hospital Especializado de Amã, o casal conheceu pacientes evacuados de Gaza, que chegam constantemente ao país devido ao conflito prolongado. Harry comentou que, fora da região, o mundo muitas vezes esquece da violência quando ela desaparece do noticiário, mas na Jordânia, ela é impossível de ignorar. "Foi um momento muito importante para colaborarmos, virmos aqui e chamarmos a atenção para a catástrofe humanitária muito real que aconteceu e continua acontecendo", disse, elogiando "o trabalho incrível que a Jordânia realiza nesta região". O casal também visitou o escritório da World Central Kitchen em Amã, fundada pelo chef José Andrés e primeira parceira da Archewell Philanthropies, organização de Meghan e Harry. Lá, conversaram com voluntários sobre os desafios para fornecer alimentos e ajuda às comunidades de Gaza. "Os corredores de ajuda precisam ser abertos, e atualmente não estão", disse Harry, acrescentando que é necessário "acesso total para que as organizações humanitárias possam levar essa ajuda às pessoas que mais precisam". Através da Archewell Philanthropies, Meghan e Harry já financiaram evacuações médicas para crianças de Gaza e ações de apoio a famílias afetadas pelo ataque de 7 de outubro em Israel. Também colaboraram com a OMS para promover equidade global no acesso à vacinação durante a pandemia de COVID-19. A visita à Jordânia foi anunciada de última hora, com detalhes divulgados poucas horas antes da chegada. Uma fonte contou à revista PEOPLE que o casal "é a favor da família e das crianças, e seu trabalho filantrópico reflete esse valor e o profundo cuidado com a humanidade". Apesar de não representarem mais a família real em visitas oficiais, o Duque e a Duquesa de Sussex continuam engajados em ações humanitárias, incluindo viagens à Nigéria em maio de 2024 e à Colômbia em agosto de 2024.