O governo dos Estados Unidos (EUA) elevou o tom em relação ao Oriente Médio nesta sexta-feira, 27, ao recomendar a saída de funcionários não essenciais da Embaixada em Jerusalém e, simultaneamente, classificar o Irã como “Estado patrocinador de detenções indevidas” . As medidas ampliam o clima de tensão regional em meio às negociações sobre o programa nuclear iraniano. O Departamento de Estado norte-americano autorizou a retirada de servidores e familiares lotados em Israel “devido a riscos de segurança”. Em comunicado divulgado pela Embaixada em Jerusalém, a orientação foi para que cidadãos dos EUA considerem deixar o país “enquanto voos comerciais ainda estiverem disponíveis”. EUA: alerta de saída imediata Em mensagem interna enviada à equipe diplomática e revelada pelo jornal The New York Times , o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, recomendou que aqueles que desejassem sair o fizessem “hoje”, priorizando qualquer destino que permitisse conexão de retorno a Washington. Segundo ele, não havia motivo para pânico, mas era necessário planejar a partida com urgência. A decisão ocorre em sequência a uma nova rodada de negociações entre delegações de Washington e Teerã, realizada em Genebra, e considerada decisiva diante do prazo de “10 a 15 dias” mencionado pelo presidente Donald Trump para a assinatura de um novo acordo nuclear. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que houve “progressos” nas conversas, mas instou a Casa Branca a abandonar o que chamou de “exigências excessivas”. Leia também: “Tiro ao alvo no topo de mundo” , artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 311 da Revista Oeste No mesmo dia, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou a designação do Irã como “State Sponsor of Wrongful Detention” (Estado patrocinador de detenções indevidas), acusando o regime iraniano de usar a prisão de cidadãos estrangeiros como instrumento de pressão política. Em nota oficial, Rubio afirmou que, desde a Revolução Islâmica de 1979, Teerã tem recorrido à detenção de norte-americanos e cidadãos de outras nacionalidades como forma de barganha diplomática. Ele citou ordem executiva assinada por Trump no ano passado para proteger americanos contra detenções indevidas no exterior. https://www.youtube.com/watch?v=twS5urOcBaE O secretário advertiu que, caso o Irã não interrompa a prática, os EUA poderão adotar medidas adicionais, incluindo possíveis restrições geográficas ao uso de passaportes americanos para viagens de, para ou através do território iraniano. “Nenhum americano deve viajar ao Irã por qualquer motivo. Cidadãos que estejam no país, saiam imediatamente”. A recomendação de saída de Israel ocorre depois de medida semelhante adotada anteriormente em relação a Beirute, no Líbano, onde atua o Hezbollah, aliado estratégico de Teerã. Segundo a emissora ABC News, o almirante Brad Cooper, comandante das forças americanas no Oriente Médio, discutiu com Trump opções de ataque ao Irã — indicação de que cenários militares estão sendo considerados. + Leia mais notícias de Mundo na Oeste O post EUA pedem que funcionários de Embaixada deixem Israel com urgência apareceu primeiro em Revista Oeste .