O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 27, em entrevista ao Podcast Flow, que o Banco Master atuou junto ao Congresso Nacional para tentar alterar as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O objetivo era ampliar o limite de garantia aos clientes. Segundo Haddad, o Master queria elevar o teto de cobertura por credor dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão em casos de liquidação de instituições financeiras. Na avaliação do ministro, a mudança aumentaria significativamente a capacidade do banco de captar recursos no mercado. Haddad, sobre Vorcaro: “Nem o fundo suportaria o rombo” De acordo com Haddad, o controlador do Master, Daniel Vorcaro , estruturou o modelo de negócios da instituição com base na proteção oferecida pelo FGC. “O alvo dele era o FGC, tirar dinheiro do FGC para cobrir o CDB, e aí ele mandava o dinheiro para outro canto. Ele queria avançar para além dos R$ 250 mil. Nem o fundo ia suportar o rombo que ele ia dar”. O próprio Vorcaro teria admitido, em depoimento à Polícia Federal, que o plano de negócios do banco era “100% baseado no FGC”. O fundo é responsável por garantir valores aplicados em produtos como CDBs e depósitos em conta corrente até o limite estabelecido em lei, em caso de intervenção ou liquidação da instituição financeira. Leia também: “Banco Master: a insustentável leveza de Brasília” , reportagem publicada na Edição 311 da Revista Oeste O Banco Master oferecia rendimentos superiores à média de mercado em aplicações como Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Segundo Haddad, a garantia do FGC funcionaria como um “lastro” para viabilizar a captação, mesmo sem liquidez suficiente para honrar integralmente os compromissos assumidos com investidores. Na hipótese de aprovação de um aumento do teto de cobertura para R$ 1 milhão por cliente, o banco teria maior margem para ofertar títulos de maior risco com taxas mais elevadas, ampliando a captação. https://www.youtube.com/watch?v=XsLpLAZ4vCQ Apesar das críticas ao modelo adotado, Haddad afirmou não ver risco sistêmico para a economia brasileira. Para o ministro, eventuais prejuízos ficariam concentrados no próprio FGC. “Não tem risco sistêmico pois está concentrado no FGC. O Vorcaro percebeu uma brecha na legislação e operou em cima dessa brecha”. + Leia mais notícias de Economia na Oeste O post Haddad diz que Master tentou aumentar cobertura do FGC apareceu primeiro em Revista Oeste .