Por anos, o Botox foi um dos procedimentos mais procurados para suavizar rugas, atuando temporariamente na musculatura facial. Nos últimos tempos, no entanto, algumas celebridades brasileiras e internacionais têm mostrado preferência pelos bioestimuladores de colágeno, tratamentos que estimulam a própria pele a produzir colágeno, promovendo firmeza de forma progressiva e preservando a expressividade natural do rosto. Bioestimulação de colágeno: saiba mitos e verdades sobre procedimento que virou 'febre' entre famosas Veja: Quem são as celebridades que viralizaram com harmonização corporal e por que chamaram atenção A apresentadora Xuxa Meneghel, de 61 anos, deixou claro que não pretende recorrer à toxina. "Não uso botox e não quero", afirmou, ao comentar a pressão estética sobre o envelhecimento. Em outras ocasiões, disse que prefere manter suas expressões naturais a "congelar o rosto" para agradar o público. A atriz Camila Pitanga, de 47 anos, também se posicionou sobre o assunto. "Nunca fiz botox", disse, explicando que valoriza tratamentos que estimulam a qualidade da pele em vez de bloquear a movimentação facial. Mas afinal, há uma substituição real acontecendo? Para a médica Gina Matzenbacher, especialista em estímulo de colágeno e responsável por procedimentos com Harmonize Gold, a mudança não é radical, mas estratégica. "A toxina botulínica atua relaxando o músculo responsável pela ruga de expressão. Já o bioestimulador atua na estrutura da pele, promovendo produção de colágeno e melhora da firmeza", explica. Outras famosas também têm mencionado publicamente o uso de bioestimuladores de colágeno. Sabrina Sato, de 43 anos, e Anitta, de 31, destacaram a busca por resultados progressivos e naturais, reforçando a preferência por tratamentos que valorizem a qualidade da pele ao longo do tempo. No cenário internacional, Jennifer Aniston, de 55 anos, já falou sobre a importância de preservar a expressão facial. A atriz afirma que evita exageros e prefere procedimentos que mantenham a naturalidade, priorizando a saúde e a estrutura da pele. Segundo a especialista, o crescimento da procura por bioestimuladores está ligado à mudança de expectativa das pacientes. "Muitas mulheres hoje querem qualidade de pele e sustentação, não apenas suavização pontual de linhas. O efeito do bioestimulador é progressivo e pode durar de 12 a 18 meses, dependendo do metabolismo e da área tratada", afirma Gina. Para a médica, o debate não envolve abandonar o Botox de forma definitiva, mas ampliar as opções de tratamento. "Os procedimentos podem ser complementares. Não é uma disputa entre toxina e bioestimulador. O que está mudando é a forma como o envelhecimento é encarado. Existe uma busca maior por naturalidade e estrutura", conclui.