Na manhã deste sábado (28), um homem foi preso em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, suspeito de criar "bailes virtuais" no Roblox, plataforma de jogos muito usada por crianças e adolescentes. Os conteúdos tinham apologia aos crimes de tráfico, homicídio e prostituição, além de conteúdo sexual. A ação faz parte da "Operação Fim de Jogo", da Polícia Civil do Rio. Bacellar: segundo PF, deputado atendia favores para criar 'posição de gratidão e vulnerabilidade'; entenda Chuva deve dar trégua no Rio neste sábado, mas risco segue por causa do solo encharcado; veja previsão De acordo com a investigação da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), as salas criadas no Roblox permitiam simulações que envolviam drogas, bebidas alcoólicas, uso de armas e outras ações criminosas. Além do homem preso, a polícia também fez busca e apreensão em endereços de outros dois investigados. Segundo a investigação, o material encontrado será alvo de análise e perícia. "A Polícia Civil alerta que a internet não é um meio seguro para que crianças e adolescentes acessem sem supervisão. Os pais devem ficar atentos às pessoas com quem os filhos se relacionam, às conversas e aos ambientes que frequentam. Caso haja suspeita de qualquer conteúdo criminoso ou risco ao menor, procurem uma delegacia, para que o caso seja investigado", disse a assessoria de comunicação da polícia civil. O que é o Roblox? O Roblox é uma das plataformas mais populares entre crianças e adolescentes. Por lá, são acessados milhares de jogos criados pelos próprios usuários. Em cada um deles, é possível interagir por meio de avatares. De acordo com a própria Roblox, aproximadamente 144 milhões de usuários entram diariamente na plataforma, sendo que 50 milhões desses têm menos de 13 anos. Já 57 milhões têm entre 13 e 17 anos.