Itamaraty recomenda que cidadãos brasileiros evitem viajar ao Oriente Médio após ataque dos EUA ao Irã

O Ministério das Relações Exteriores recomendou, neste s´pa que brasileiros não viajem ao Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria, diante da recente escalada das tensões no Oriente Médio. A orientação foi divulgada após o ataque lançado pelos Estados Unidos contra o Irã, com participação de Israel, e as retaliações registradas na região. Para brasileiros que já se encontram nesses países, o Itamaraty divulgou uma série de medidas de segurança, especialmente em caso de ataques ou bombardeios. A recomendação é se dirigir imediatamente ao abrigo mais próximo. Quem estiver na rua deve buscar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos. Em casa, a orientação é priorizar cômodos internos, com ao menos duas paredes entre o ocupante e a área externa do edifício, manter portas e janelas fechadas e evitar permanecer na linha de visão do céu. O ministério também aconselha procurar abrigo antes de utilizar aplicativos de mensagens ou fazer chamadas telefônicas e manter reserva de água, enchendo banheiras ou recipientes grandes com água fria, diante da possibilidade de escassez. Entre as recomendações gerais estão acompanhar os sites e redes sociais das embaixadas brasileiras na região, seguir rigorosamente as orientações das autoridades locais, evitar multidões e protestos, monitorar a mídia local, não deixar residências sem avaliar as condições de segurança e verificar se documentos de viagem têm pelo menos seis meses de validade. Em caso de cancelamento de voos, a orientação é procurar diretamente a companhia aérea para remarcação. O Itamaraty divulgou os contatos de emergência das repartições diplomáticas brasileiras na região: Embaixada em Teerã: +98 (0) 912-148-5200 Embaixada em Tel Aviv: +972 54 803 5858 Recomenda-se também baixar o aplicativo do Home Front Command (https://www.oref.org.il/en) Embaixada em Doha: +974 6612 6585 Embaixada no Kuwait: +965 6684 0540 Embaixada em Abu Dhabi: +971 50 668 3258 Embaixada em Manama: +973 3364 6483 Embaixada em Amã: +962 7 7558 4460 Embaixada em Bagdá: +964 780 929 1396 Embaixada em Beirute: +961 70 108 374 Canal WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VarNJEqJUM2gCsrVNj0i Escritório de Representação em Ramala: +972 59 205 5510 Embaixada em Damasco: +963 933 213 438 Segundo o ministério, situações de emergência são aquelas que exigem atuação imediata do agente consular e envolvem risco à vida, à segurança ou à dignidade humana de cidadãos brasileiros no exterior. Condenação do ataque O governo brasileiro condenou o ataque lançado pelos Estados Unidos contra o Irã, classificando a ofensiva como fator de agravamento da instabilidade no Oriente Médio e risco à paz regional. A operação foi anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, como ação de grande envergadura destinada a atingir as Forças Armadas iranianas, o programa nuclear do país e estruturas estratégicas do regime. Batizada de “Operação Fúria Épica”, contou com a participação de Israel, que informou ter bombardeado alvos militares no oeste iraniano. Explosões foram registradas em Teerã, Tabriz, Kermanshah e Isfahã, onde fica uma das principais instalações nucleares do país. Na capital, um dos alvos atingidos foi o gabinete do presidente Masoud Pezeshkian, que não teria se ferido. Houve relatos de explosões nas proximidades da residência oficial do aiatolá Ali Khamenei, enquanto fontes iranianas afirmaram que comandantes militares e integrantes do governo morreram nos ataques. O Irã classificou a ofensiva como violação de sua soberania e da Carta das Nações Unidas e iniciou retaliações. A Guarda Revolucionária disparou mísseis e drones contra Israel e contra bases militares americanas na região, com registros de impactos na Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Em Israel, sirenes soaram em cidades como Jerusalém e Tel Aviv, e as autoridades orientaram a população a buscar abrigo.