Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ponto de ônibus é um espaço de espera para o transporte coletivo, mas em Macapá ele ganhou uma nova função: se tornou um ambiente de incentivo à leitura, onde qualquer pessoa pode pegar um livro e aproveitar o tempo até a chegada do ônibus. A iniciativa chamada “Ler é Paidegua” nasceu em 2017, quando o professor universitário Rafael Pontes decidiu reaproveitar restos de materiais de uma obra em sua casa para reformar um ponto de ônibus próximo. Inspirado em projetos semelhantes, ele implantou a ideia com livros doados por um amigo que estava se mudando para o Canadá. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Projeto “Ler é Paidegua” transformou ponto de ônibus em um espaço de leitura Carlos Cardozo/Rede Amazônica O que começou de forma simples cresceu e se popularizou. Hoje já são 20 pontos espalhados pela cidade, em locais como escolas públicas, hospitais e outros pontos de ônibus. O projeto funciona por meio de doações: qualquer pessoa pode deixar um livro no espaço. Rafael conta que, depois de terminar uma leitura, também doa seus exemplares. “Eu era muito apegado aos meus livros, mas o projeto me ajudou a compartilhar. Costumo dizer que livros são janelas de sonho, então que a gente espalhe bons sonhos e boas histórias”, afirmou. O espaço é público, gratuito e aberto a qualquer hora do dia. A comunidade abraçou a ideia e muitas histórias surgiram ali. Rafael lembra de um garoto que ensinava o pai a ler com os livros disponíveis no local. Em outro caso, um estudante usava os exemplares para se preparar para o Enem e conseguiu aprovação. Projeto “Ler é Paidegua” transformou ponto de ônibus em um espaço de leitura Carlos Cardozo/Rede Amazônica LEIA MAIS: Primeira amapaense recebe Prêmio Jovem Cientista em Brasília com kit solar para castanheiros Aos 15 anos, estudante do Amapá vira calouro de medicina na Unifap: 'esforço máximo’ “Eu fico muito gratificado de ver a comunidade adotar o projeto. Muita gente para, deixa livros, outros pegam. O importante é isso: virou um ponto comunitário”, destacou. Moradora da região, dona Miriam ressalta a importância da iniciativa para quem não teve acesso à educação. “Muita gente não sabe ler nem escrever. Aqui, os livros ajudam as pessoas a compreenderem mais, a aprenderem. É um espaço que ensina e transforma”, disse. Dona Miriam aproveita a iniciativa para fazer uma boa leitura Carlos Cardozo/Rede Amazônica Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: