Números e mais números, para todos os desgostos

O uso ideológico de números tem história longa o bastante para fazer surgir a máxima sobre três tipos de falsidade: mentiras, mentiras cabeludas e... estatísticas. Distorcem-se cifras, à direita e à esquerda, sobre Bolsa Família , mortes na pandemia de Covid, ajuste fiscal, aposentadorias, horas trabalhadas etc. Mesmo assim, números e critérios para apurá-los são passíveis de crítica, podendo daí brotar alguma luz no debate público. Não é outra a razão para tanto empenho em inundar o campo com dados, erguendo cortinas de fumaça malcheirosa, e para relativizar ou ocultar os mais reveladores, como no caso das mortes em Gaza. Leia mais (03/01/2026 - 08h30)