Depois do ataque que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou neste domingo, 1º, que considera o assassinato do líder supremo uma "declaração de guerra contra os muçulmanos". + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Ele prometeu vingança contra os Estados Unidos e Israel, que lançaram um ataque conjunto contra Teerã e outras cidades neste sábado, 28, e afirmou que responsabilizar os autores do crime é um dever da República Islâmica. Segundo Pezeshkian, "o assassinato do grande comandante da comunidade islâmica é uma guerra aberta contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todas as partes do mundo". "A República Islâmica do Irã considera a vingança e a responsabilização dos autores e mandantes deste crime um dever e um direito legítimo", afirmou em pronunciamento oficial depois da confirmação da morte de Khamenei. Khamenei morreu durante um bombardeio à sua residência oficial em Teerã neste sábado, 28. O ataque matou também outros membros do regime, como o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour. Promessa de vingança O gabinete de Pezeshkian decretou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral no Irã. Em nota, o governo declarou: "É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio". O comunicado oficial considerou o episódio como um crime que "marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo". "O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam." O governo do Irã informou que Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã de sábado. "Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo", diz a nota oficial. Imagem mostra o escritório militar (acima), o complexo do líder (à esquerda) e o complexo presidencial (abaixo, à direita) | Foto: Reprodução/X/IDFonline As Forças Armadas e a milícia Basij ressaltaram, em comunicado, que pretendem manter o legado do líder supremo e continuar defendendo os valores da Revolução Islâmica. O Corpo da Guarda Revolucionária expressou pesar pela morte, prometendo dar continuidade ao caminho traçado por Khamenei. Escalada militar na região No ataque de sábado 28, Estados Unidos e Israel lançaram ofensiva que provocou 201 mortes e 747 feridos, segundo a Cruz Vermelha iraniana. Explosões atingiram Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O Irã respondeu disparando mísseis contra Israel e bases americanas na região. Autoridades dos EUA afirmaram que nenhum militar americano ficou ferido e que os danos às bases americanas foram mínimos. O Estreito de Ormuz, importante rota do petróleo, foi fechado por precaução, informou a agência Tasnim. O exército israelense declarou ter atingido "centenas de alvos militares iranianos". Mísseis também atingiram áreas residenciais no Bahrein e provocaram mortes na Síria. Os Emirados Árabes Unidos relataram a interceptação de mísseis e uma morte em Abu Dhabi. Sistemas de defesa antimísseis foram ativados em Israel e países do Golfo. Diversas explosões também foram registradas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, todos com bases americanas. O post Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian diz que morte de Khamenei é ‘declaração de guerra’ apareceu primeiro em Revista Oeste .