Maria Corina diz que regressará à Venezuela 'em poucas semanas'

A líder opositora María Corina Machado retornará à Venezuela "em poucas semanas". Maria Corina fez o anúncio neste domingo, após três meses no exílio. Ela fugiu para Oslo, na Noruega, para receber o Prêmio Nobel da Paz. Após quase 19 meses: líder opositor recebe liberdade plena sob anistia na Venezuela Análise: Aspirante ao Nobel da Paz, Trump desfaz promessas ao tentar mudança de regime no Irã com guerra Ela retornará a um país governado por Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma interina após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar americana. Autoridades na Venezuela, entre elas o ex-procurador-geral Tarek William Saab, a classificaram como "foragida" da Justiça e a acusaram de "pedir" uma intervenção militar contra o país. "Vou regressar em poucas semanas à Venezuela", disse Machado em um vídeo publicado em suas redes sociais. "Chegaremos para nos abraçarmos, para trabalhar juntos, para garantir uma transição para a democracia ordenada, sustentável e irreversível", acrescentou. Initial plugin text Machado permaneceu nos Estados Unidos durante a maior parte de seu exílio, onde se reuniu com o presidente Donald Trump, o secretário de Estado Marco Rubio, congressistas, senadores, chanceleres de diferentes países e líderes empresariais. Também se reuniu com chefes de Estado de países que não especificou. Trump, que afirma estar no comando da Venezuela, disse após uma reunião na qual Machado lhe entregou seu prêmio Nobel que gostaria de "envolvê-la de alguma maneira" no governo venezuelano, mas também expressou sua satisfação com a gestão de Delcy Rodríguez como presidente interina. Contexto: Menos de um mês após captura de Maduro pelos EUA, Delcy anuncia anistia a presos políticos na Venezuela Machado liderou a campanha de Edmundo González Urrutia nas eleições presidenciais de 2024, que terminaram com a polêmica reeleição de Maduro e denúncias de fraude por parte da oposição. A onda repressiva posterior às eleições a obrigou a permanecer na clandestinidade por mais de um ano, até que fugiu em uma cinematográfica missão de resgate, realizada com a ajuda de uma empresa americana, em dezembro de 2025. Ela viajou a Oslo para receber o prêmio que o Instituto Nobel lhe concedeu "por seu incansável trabalho promovendo os direitos democráticos". Machado tem insistido em "cobrar" a vitória da oposição, mas em seu discurso destacou que pretende "estabelecer os consensos para alcançar a governabilidade em todo este processo de transição e na Venezuela democrática". Ela também pediu aos venezuelanos que se preparem para "uma nova e gigantesca vitória eleitoral".