O governo do Reino Unido trabalha na montagem de uma ampla operação de contingência para retirar cerca de 300 mil cidadãos britânicos que vivem no Oriente Médio, diante da escalada de tensão na região. A informação foi confirmada pela ministra do Interior, Yvette Cooper, em entrevista à Sky News. Ataques dos EUA e Israel já deixam ao menos 555 mortos no Irã, anuncia entidade humanitária 'Surpresa tática': Rastreada pela CIA, reunião de cúpula do Irã abriu chance de raro ataque durante o dia; entenda Segundo a ministra, o governo avalia diferentes cenários e já articula mecanismos de apoio logístico, em parceria com a indústria de viagens e outros órgãos oficiais, para viabilizar uma eventual evacuação em larga escala. — Estamos analisando várias possibilidades, trabalhando, crucialmente, com a indústria de viagens e com o governo para determinar se a evacuação será necessária — afirmou Cooper. De acordo com dados oficiais, aproximadamente 300 mil britânicos residem em países do Oriente Médio, número que eleva o grau de complexidade de qualquer operação de retirada. A decisão de reforçar os planos de contingência ocorre horas após explosões atingirem a base aérea da RAF Akrotiri, no Chipre. A instalação, considerada território soberano britânico, abriga milhares de militares e familiares. Segundo autoridades locais, um drone iraniano teria atingido a área da pista por volta da meia-noite, causando danos limitados. Equipes de emergência foram mobilizadas e militares receberam alerta para procurar abrigo. Três escolas britânicas na ilha foram fechadas imediatamente por razões de segurança. As explosões ocorreram poucas horas depois de o primeiro-ministro Keir Starmer anunciar que o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a utilizarem suas bases militares na região, em meio ao agravamento das tensões. Até o momento, Londres não confirmou a necessidade de uma evacuação imediata. O governo britânico, porém, afirma que trabalha para que sistemas de apoio estejam prontos caso o cenário de segurança se deteriore.