Vários ataques atingiram os subúrbios do sul de Beirute, capital do Líbano, após alertas de evacuação emitidos por Israel, em resposta aos lançamentos de mísseis do grupo libanês Hezbollah contra o território israelense ao amanhecer. O grupo é aliado do Irã, faz parte do "Eixo da Resistência" iraniano, e lançou ataques contra Israel a fim de vingar a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado no sábado em ação militar conjunta dos Estados Unidos e Israel. Enquanto o conflito entre EUA, Israel e Irã se expande para outros países do Oriente Médio, colunas de fumaça foram vistas subindo em diferentes pontos do território libanês. Guerra no Oriente Médio: Acompanha a cobertura completa Veja: Vídeo mostra o momento em que piloto se ejeta e é resgatado no Kuwait Infográficos: Veja passo a passo da missão que matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em plena luz do dia A mídia estatal libanesa reportou pelo menos quatro ataques israelenses nos subúrbios da capital e o Ministério da Saúde libanês informou que as ações de Israel no país mataram pelo menos 35 pessoas e feriram outras 149. Moradores do sul do Líbano e do subúrbio de Dahiya, em Beirute, receberam telefonemas pedindo que evacuassem, e escolas na capital e no norte do Líbano foram abertas para abrigar os deslocados. Famílias deslocadas fugiram em caminhões em meio ao trânsito intenso na rodovia de Sidon, ao sul da capital, enquanto moradores abandonam vilarejos no sul do Líbano. Veja sequência de explosões no sul de Beirute após alerta israelense Num dos anúncios desta segunda-feira, o exército israelense afirmou que matou o chefe da inteligência do Hezbollah, Hussein Moukalled, em um ataque em Beirute no domingo, em meio à retomada das hostilidades com o grupo armado libanês. A mídia saudita informou que o vice-secretário-geral do Hezbollah, Mohammed Raad, também foi morto nos ataques. "Em um ataque preciso em Beirute na noite passada (domingo), o terrorista Hussein Moukalled, que chefiava o quartel-general da inteligência do Hezbollah, foi eliminado", escreveu o exército em um comunicado. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, afirmou que os militares lançaram uma campanha contra o Hezbollah e que Israel deve se preparar para "vários dias de combates". As Forças Armadas israelenses também divulgaram imagens do que seria um ataque direcionado contra membros do Hezbollah, também no Líbano. Nas imagens, é possível ver um veículo em movimento sendo atingido por um projétil e explodindo. "Entre os alvos atingidos, estão depósitos de armas e outras infraestruturas da organização terrorista Hezbollah em diversas áreas do Líbano", anunciou a Força Aérea israelense em uma publicação nas redes sociais. Israel divulga vídeo de ataque contra membros do Hezbollah no Líbano Divulgação Initial plugin text Governo libanês tenta conter conflito Diante da escalada do conflito, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, anunciou nesta segunda-feira a proibição da atividade militar do Hezbollah e limitando a atuação do grupo apenas à atividade política, uma decisão sem precedentes do governo. Salam declarou que seu governo rejeita qualquer ação militar ou de segurança lançada do território libanês que não esteja ligada às instituições legítimas do Estado e disse ter instruído as forças de segurança a impedir ataques do tipo. O premier acrescentou que o Líbano permanece comprometido com a declaração de cessação das hostilidades e com a retomada das negociações entre EUA e Irã. Israel divulga imagens que seriam de ataques contra membros do Hezbollah no Líbano Mais cedo, Salam já havia condenado os lançamentos de foguetes do Hezbollah contra Israel, classificando-os como um ato "imprudente" que põe em risco a segurança do país. O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, líder do partido xiita Amal, também denunciou o ataque. Ele disse estar "chocado com as ações do Hezbollah" e deixou claro seu apoio à decisão do governo. (Com AFP)