O presidente do BRB, Nelson de Souza, se reúne com os deputados na Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta segunda-feira em meio à discussão na Casa do projeto para socorrer o banco após os prejuízos causados pelos negócios com o Banco Master. A proposta, de autoria do governo de Ibaneis Rocha (MDB), prevê um conjunto de medidas para fortalecer o capital da instituição. O BRB está com um buraco no balanço de ao menos R$ 5 bilhões relativos a prováveis perdas com os ativos repassados pelo Master em substituição ao montante de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito suspeitas de fraude. Diante do problema, é necessário reforçar o patrimônio do banco. Oficialmente, Souza vai à Câmara falar sobre as ações realizadas no comando da estatal, cargo que assumiu com o afastamento do ex-presidente Paulo Henrique Costa, investigado pelas operações com o Master. Mas é esperado que o projeto também seja discutido, assim como as alternativas para fechar o buraco no balanço do BRB que deve se abrir com as perdas prováveis com os ativos herdados do Master. No mesmo dia, às 15, os deputados devem se reunir para discutir o encaminhamento do projeto. Há resistência da base e da oposição. No projeto enviado à Câmara, o governo do Distrito Federal pede autorização para fazer um aporte no banco e pegar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou com instituições financeiras. Além disso, coloca à disposição nove imóveis públicos que podem ser transferidos ao BRB, vendidos, colocados em fundo imobiliário ou oferecidos como garantia em um empréstimo. Além disso, o BRB propôs aos acionistas um aumento de capital social de até R$ 8,860 bilhões para reforçar a solidez patrimonial da instituição após os prejuízos com operações com o Banco Master. A proposta será deliberada em Assembleia Geral Extraordinária marcada para o dia 18 de março. Atualmente, o capital social é de R$ 2,344 bilhões.