Chefe da segurança do Irã chama metas de guerra de Trump de 'fantasias delirantes'

A principal autoridade de segurança do Irã adotou um tom desafiador nesta segunda-feira, criticando o presidente Donald Trump por alimentar “fantasias delirantes” sobre o impacto de uma guerra em expansão que já atingiu mais de meia dúzia de países no Oriente Médio. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, também negou reportagens segundo as quais os novos líderes do Irã estariam buscando negociar com Washington. Guerra no Oriente Médio: acompanhe a cobertura completa Novo ataque: míssil iraniano 'fura' sistema de defesa israelense e deixa 19 feridos; entenda como funciona o 'escudo' de Israel “Trump mergulhou a região no caos com suas ‘fantasias delirantes’ e agora teme mais baixas entre as tropas americanas”, escreveu Larijani em uma série de publicações inflamadas na rede social X. “O Irã, ao contrário dos Estados Unidos, se preparou para uma guerra longa.” Ele acusou o presidente americano de ter entrado em um conflito que prejudicou os interesses dos EUA e serviu aos objetivos de Israel, que vem atacando duramente inimigos regionais desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro contra o país. “TRUMP TRAIU O ‘AMERICA FIRST’ PARA ADOTAR O ‘ISRAEL FIRST’”, afirmou em outra publicação, imitando o estilo do presidente dos EUA ao escrever em letras maiúsculas. “É realmente muito triste que ele esteja sacrificando recursos e vidas americanas para promover as ambições expansionistas ilegítimas de Netanyahu”, acrescentou. Initial plugin text Larijani era um confidente de confiança do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto nos primeiros bombardeios do ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel no sábado. Segundo algumas autoridades iranianas, Larijani, aos 67 anos, teria comandado o país nos bastidores no período que antecedeu a guerra. Em janeiro, Larijani foi alvo de sanções de Washington por seu papel de liderança na repressão mortal a protestos nacionais contra o governo. Ele supervisionava as mais recentes negociações nucleares entre EUA e Irã, que foram abruptamente interrompidas quando Estados Unidos e Israel lançaram o ataque conjunto no sábado. 'Surpresa tática': Infográficos mostram passo a passo da missão que matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em plena luz do dia Desde então, EUA e Israel atingiram mais de 2.000 alvos no Irã, incluindo bases militares e armamentos. O Irã retaliou com salvas de mísseis e drones que atingiram Israel, vários Estados árabes do Golfo, o Iraque vizinho, Chipre e uma via marítima estratégica. Larijani vinha sendo visto como um pragmático disposto a fechar um acordo com Washington. Mas, nesta segunda-feira, ele republicou um resumo de uma reportagem do Wall Street Journal que afirmava que ele teria proposto a retomada das negociações, com o comentário: “Não negociaremos com os Estados Unidos.” Veja: EUA dizem que três caças F-15 caíram no Kuwait após 'fogo amigo'; vídeo O “pensamento ilusório” de Trump arrastaria toda a região para uma guerra desnecessária, escreveu ele nas redes sociais, acrescentando que o presidente americano “está, com razão, preocupado com mais baixas americanas”.