Mãe de jovem sumido há 10 meses reclama de demora em investigação da polícia no RJ A mãe do José Miguel da Cruz Costa, desaparecido desde abril do ano passado, reclama da demora na investigação policial sobre o sumiço do filho. Dez meses depois, Lília Cruz afirma não querer mais saber o que aconteceu ou quem sumiu com o garoto, mas sim dar um enterro digno do filho. "Eu só quero saber o que houve com o José Miguel. Onde está? O que aconteceu? Não quero saber quem foi, eu quero dar um enterro para o meu filho e acabar com essa agonia", desabafa. O caso está sob responsabilidade do Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). A TV Globo questionou a polícia para saber se as testemunhas que falaram sobre os homens armados foram formalmente ouvidas, se as câmeras da região foram recolhidas e analisadas e se o carro relatado foi identificado. O primeiro contato com a polícia foi no dia 11 de fevereiro e não houve resposta. Um novo pedido foi enviado no dia 12 e também foi ignorado. No dia 19, a TV Globo tentou esclarecimentos com a polícia mais uma vez e só foi respondida quatro dias depois. Antes disso, o delegado titular da especializada disse que foi instaurado um inquérito policial e que a investigação está em andamento, sem dar detalhes. No site do Ministério Público, consta que o inquérito foi enviado à instituição em 18 de dezembro. Em 9 de janeiro, o MP pediu novas providências e diligências dentro da investigação para a Polícia Civil, com prazo de conclusão de 90 dias. Relembre sumiço José Miguel, de 16 anos, está desaparecido há cinco meses, em Itaguaí Reprodução O garoto sumiu logo após sair da escola onde cursava o 2º ano do ensino médio. Na manhã do desaparecimento, Lília levou o filho até o Ciep João Conceição Canuto, onde ele estudava. “Por volta de 12h30 bateram no meu portão e perguntaram: ‘tia, a senhora é mãe do José Miguel?’. Eu respondi que sim e me disseram: ‘corre, porque pegaram seu filho na praça da escola’. No desespero, eu peguei e fui”, contou. “Eu falei que tinha câmeras de segurança, mas não enviaram nenhuma viatura, não pegaram nenhuma câmera. Não fizeram nada”, critica a mãe, que cobra mais empenho nas investigações. Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça De acordo com relatos, o adolescente teria sido abordado por homens armados vestidos de preto, colocado em um carro e obrigado a desbloquear o celular. Depois disso, não foi mais visto. Naquele dia, ele usava camisa branca, calça jeans, mochila e tênis pretos. O celular foi bloqueado pouco tempo depois.