O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, se pronunciou nesta segunda-feira sobre a utilização das bases do país, anunciada um dia antes. Starmer esclareceu que a autorização para o uso de bases britânicas pelos Estados Unidos não representa a entrada formal do país na ofensiva ao lado de Israel e dos EUA. Segundo ele, França e Alemanha também estariam dispostas a permitir operações americanas a partir de seus territórios, com o objetivo de neutralizar a capacidade de lançamento de mísseis do Irã. AO VIVO: Acompanhe tudo sobre a guerra no Oriente Médio Guerra no Oriente Médio: quem são os comandantes mortos em ofensiva de EUA e Israel De acordo com Starmer, o Reino Unido acatou, no domingo, ao pedido dos Estados Unidos para utilizar bases britânicas com o objetivo de interceptar mísseis iranianos ainda na origem. A decisão, segundo ele, foi tomada “para evitar que o Irã dispare mísseis por toda a região” e cause a morte de civis. — O Reino Unido não está em guerra — reiterou o secretário de Estado encarregado do Oriente Médio, Hamish Falconer, à BBC. Initial plugin text O governo britânico anunciou a evacuação do sul da ilha mediterrânea no Chipre. A decisão ocorre após uma base aérea britânica ter sido atingida no país por um drone iraniano e outros dois serem interceptados. Os ataques vieram depois da decisão britânica de autorizar os Estados Unidos a utilizar suas bases militares contra o Irã. Europa: Em meio às tensões no Oriente Médio, Macron anuncia aumento do arsenal nuclear da França É a primeira vez que um país da União Europeia sofre um ataque desde o início da guerra no Oriente Médio no sábado, quando bombardeios atingiram o Irã. A base de Akrotiri, território de ultramar do Reino Unido desde a independência de Chipre em 1960, é a maior da força aérea britânica fora de seu país, com mais de 3.500 trabalhadores, disponibilidade de escolas, centro médico, igrejas e outras instalações. Segundo o Ministério da Defesa britânico, a evacuação se deu apenas para os familiares dos funcionários da base, que foram enviados para residências próximas como "medida de precaução". Ainda segundo o ministério, a base segue com operações dentro da normalidade e com seus funcionários posicionados. O porta-voz do governo do Chipre, Konstantinos Letymbiotis, disse que a capital Nicósia solicitará garantias ao Reino Unido de que a base "não será utilizada com outros fins que não sejam humanitários". Um dos dois principais aeroportos da cidade, Pafos, precisou sofrer uma evacuação, assim como a base britânica. Cerca de sessenta voos com destino e procedência de Pafos e Lárnaca tiveram que ser cancelados.