Santa Bárbara d'Oeste deixa de fornecer leite especial para crianças com deficiência Famílias que têm crianças com necessidades de alimentação especial denunciam falta de recebimento de leite pela Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste (SP). Em um dos casos, o custo mensal do suplemento, que é única forma de alimento possível para a criança, é de cerca de R$ 3 mil. A Justiça foi acionada e deu prazo de 30 dias úteis para que a Administração Municipal se pronunciasse sobre o assunto. O fornecimento deixou de ser feito desde o fim de 2025, conforme apontam os pais cadastrados no serviço de recebimento do suplemento alimentar. A mãe do Davi, Camila Pedrozo, explica que o leite especial é essencial para a sobrevivência do filho. Ela disse que a última vez que foi buscar o alimento na Prefeitura de Santa Bárbara foi em 9 de dezembro de 2025. Siga o g1 Piracicaba no Instagram A família de Davi, de 9 anos, explica que o menino se alimenta por meio de uma sonda, que leva o leite especial, já em textura líquida, diretamente ao estômago da criança. "Cada dia que meu filho não recebe a alimentação, ele fica mais suscetível à morte. Isso é literalmente morte porque não tenho outra forma de alimentá-lo", afirmou. Cada garrafa da bebida custa cerca de R$ 20. Por mês, o custo do produto alcança cerca de R$ 3 mil. Prefeitura de Santa Bárbara deixa de fornecer leite especial para criança que tem no suplemento sua única forma de alimentação Reprodução/EPTV O que diz a prefeitura? A Prefeitura de Santa Bárbara do Oeste informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que tem conhecimento do problema apresentado na reportagem e que a compra dos suplementos é realizada por meio de licitação. Segundo a administração municipal, a falta dos dois tipos de leite utilizados por Davi estaria relacionada aos fornecedores. De acordo com a prefeitura, os fornecedores teriam informado inicialmente que o abastecimento seria retomado em fevereiro, mas depois comunicaram novo prazo, indicando que a regularização só deverá ocorrer em maio. No caso de produtos previstos para janeiro deste ano, a previsão atual seria de entrega apenas em março. A administração afirmou ainda que ofereceu à família um suplemento com formulação idêntica, porém com necessidade de diluição em água. Foram adquiridas 90 latas, quantidade suficiente para cerca de seis meses de consumo. A mãe teria sido comunicada, feito a retirada do produto na secretaria e, no dia seguinte, devolvido as latas. A reportagem confirmou com a família que houve a devolução do suplemento alternativo, sob a justificativa de que a criança apresentou reações adversas ao produto em pó oferecido pelo município. Por fim, a prefeitura declarou que o pedido feito pela família à Justiça para o fornecimento imediato dos suplementos foi negado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba