'Tentando encontrar uma solução', diz técnico da Espanha sobre Finalíssima contra Argentina marcada no Catar, agora em meio à guerra

A guerra no Oriente Médio — iniciada no último sábado após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã — tem se expendido para países vizinhos. Entre os atingidos está o Catar, que mantém seu espaço aéreo e acessos pelo mar fechados desde então. Com esse cenário, que não tem previsão de melhora, em especial após a coletiva do presidentes dos EUA, Donald Trump, em que afirmou que os ataques ao Irã podem se estender por semanas, o calendário esportivo também sofre impacto. AO VIVO: Guerra no Oriente Médio cresce com múltiplos fronts e ataques entre Israel e Hezbollah; ações do Irã aumentam tensão com Europa Quem era a viúva de Ali Khamenei, morta em bombardeios ao Irã durante ataques dos EUA e de Israel Partidas estão suspensas em solo catari desde então. E sem um futuro de tranquilidade à frente, pode colocar em xeque a realização da Finalíssima, marcada para ser disputada entre Espanha e Argentina no Estádio Lusail, em 27 de março. Nesse contexto, Luis de la Fuente, técnico da seleção espanhola, falou à Rádio Nacional do seu país e foi questionado sobre a partida que tem gerado tantas controvérsias desde 2024, entre o calendário europeu lotado e a clara relutância, dos próprios técnicos, em realizá-la poucos meses antes da Copa do Mundo de 2026. O treinador, campeão da Eurocopa, ofereceu detalhes sobre a situação em torno de uma partida que já tinha esgotado seus 89 mil ingressos. — Sabemos que conversas e negociações estão em andamento. A prioridade, obviamente, é que a sociedade ponha fim ao conflito. Agora, como eles já estão envolvidos e não sabemos quanto tempo isso vai durar, estão tentando encontrar uma solução — explicou o treinador, com certa hesitação. No entanto, as poucas palavras que dedicou ao assunto foram suficientes para concluir que a tão aguardada partida não corria o risco de ser adiada, pelo menos por enquanto. De la Fuente insinuou que uma alternativa estava sendo considerada pelos organizadores: — Até que possa ser disputada lá, a solução, pelo que entendi, seria encontrar outro local, se possível. Enquanto alguns se mostram otimistas e esclarecem que a decisão do Catar é provisória devido ao início dos bombardeios ocorridos nas últimas horas, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, país aliado de Israel, pareceu simultaneamente descartar qualquer garantia e afirmar que as operações militares contra o Irã poderiam durar pelo menos "quatro semanas". A Finalíssima está marcada para 27 de março há alguns meses, antes da escalada de tensão que culminou nos ataques, então o prazo estipulado por Trump pode comprometer a realização da partida. Diante deste cenário, Luis de la Fuente foi perguntado diretamente em entrevista à Rádio Nacional sobre as intenções da partida ser mantida. — Eu entendo, acredite, que sim, a ideia é manter essa data e a partida. Acho que é para aí que todas as negociações estão caminhando, por parte das pessoas que estão trabalhando nisso, claro, em todos os níveis — concluiu o ex-jogador de 64 anos. Galerias Relacionadas