Irã fecha o Estreito de Ormuz e ameaça incendiar 'qualquer navio' que tente cruzá-lo

A Guarda Revolucionária do Irã disse ter fechado o Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar pelo local, que é uma rota vital para o transporte de petróleo e gás. O comunicado ocorreu nesta segunda-feira. "Incendiaremos qualquer navio que tente passar pelo estreito de Ormuz", comunicou o general Sardar Jabbari, em uma publicação no canal de Telegram da Guarda iraniana, segundo a AFP. E continuou: “Também atacaremos os oleodutos e não permitiremos que nem uma única gota de petróleo saia da região. O preço do petróleo alcançará os 200 dólares nos próximos dias”. O Estreito de Ormuz, situado entre o Irã e Omã, é uma das rotas de exportação de petróleo mais importantes do mundo, sendo responsável por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo. Qualquer interrupção neste fluxo pode impactar nos preços do petróleo bruto, fazendo com que os valores subam acentuadamente, e aumentará os temores de uma escalada regional. Escalada após morte de líder iraniano A guerra no Oriente Médio se ampliou nesta segunda-feira ao Líbano, com ataques de Israel em represália a disparos do Hezbollah. O Irã contra-atacou desde o início da ofensiva, tomando como alvo as bases militares americanas e o território israelense. Os mísseis do país, no entanto, também atingiram infraestruturas civis, como edifícios residenciais, hotéis, refinarias, portos e aeroportos em várias monarquias do Golfo consideradas um refúgio de paz no Oriente Médio. O mapa dos ataques retaliatórios do Irã contra Israel, bases militares dos Estados Unidos e países do Golfo Arte O Globo A guerra provocou cenas de caos aéreo, com centenas de voos cancelados, e deixou o estratégico Estreito de Ormuz praticamente paralisado, além de gerar uma disparada dos preços do petróleo e do gás. Apesar dos ultimatos de Trump, a Guarda Revolucionária anunciou, também nesta segunda, ataques contra o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e contra o quartel-general do comandante da Força Aérea. Para vingar a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários dirigentes da República Islâmica, Teerã lançou mísseis contra diversos países da região, incluindo vários que abrigam bases americanas. No Kuwait, uma coluna de fumaça foi vista na embaixada dos Estados Unidos e três aviões militares americanos caíram, sem provocar vítimas, devido a um erro das defesas antiaéreas locais.