Governo prepara linha de crédito para empresas afetadas por chuvas em Minas nos moldes da tragédia do Sul

O governo Luiz Inácio Lula da Silva deverá anunciar ainda nesta semana linhas de créditos para empresas que foram afetadas pelas fortes chuvas que deixaram mais de 70 mortos na Zona da Mata mineira. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira que o governo atuará nos moldes de como ocorreu na tragédia do Rio Grande do Sul, em 2024, buscando celeridade no atendimento à população afetada. O número de mortes em decorrência das chuvas que assolaram a Zona da Mata mineira, ao longo desta semana, chegou a 72. As principais cidades afetadas são Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. No sábado, o presidente Lula e uma comitiva com integrantes do governo e parlamentares visitaram as áreas afetadas e se reuniram com lideranças locais. O chefe da Casa Civil disse que a orientação do presidente Lula foi para replicar o modelo adotado para atender a população afetada pelas chuvas no Sul, em 2024. Ele afirmou que, ainda nesta semana, serão anunciadas linhas de crédito de financiamento para empresas e setores da economia local que foram afetados. Ele não afirmou o valor desse crédito, mas estimou que será menos do que R$ 1 bilhão. -- Vamos publicar nesta semana a partir da demanda apresentada e o limite de valores -- disse Rui Costa. O ministro afirmou ainda que os montantes do que será disponibilizado por essas linhas de crédito será diferente do apresentado no Sul, pela dimensão dos afetados, mas que “em valores individuais e em critérios seguirá o mesmo roteiro”. De acordo com Rui Costa, além das linhas de crédito, outra frente de atuação do governo se dará por meio da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades, com a compra assistida de imóveis, no qual há um cadastramento de proprietários que desejam vender suas casas e um cruzamento com quem foi afetado e busca moradia. Ele afirmou que esse processo deverá começar ainda nesta semana. -- O presidente Lula determinou que os ministérios, especialmente a Caixa Econômica, o Ministério das Cidades, ajam de forma muito breve, aproveitando a experiência que tivemos no Rio Grande do Sul para que a gente utilize o método mais rápido e mais eficiente que se mostrou o método da compra assistida. Onde a gente cadastra a oferta de quem quer vender imóveis e junta com a demanda daqueles que forem cadastrados -- disse, o ministro da Casa Civil.