A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta segunda-feira, 2, o afastamento imediato do desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Órgão identificou movimentação de mais de R$ 14 milhões em cinco anos, sob suspeita de venda de sentenças do magistrado. Santos é integrante da 3ª Câmara de Direito Privado do TJMT. Conforme o CNJ, a variação patrimonial do magistrado é incompatível com os rendimentos da função. + Leia mais notícias de Política em Oeste Segundo a Corregedoria, investigações do órgão identificaram indícios de que o desembargador proferiu decisões a partir do recebimento de vantagens indevidas. De acordo com o órgão, o magistrado realizou a intermediação de atos decisórios por intermédio de terceiros, empresários e advogados. O CNJ identificou, a partir da quebra dos sigilos bancário e fiscal, que Dos Santos movimentou R$ 14,6 milhões em bens nos últimos cinco anos. A prática se intensificou nos anos de 2021, 2022 e 2023. Neste último, a variação de aumento foi de quase R$ 2 milhões. Leia também: Sobe para 5 o número de possíveis vítimas de abuso atribuídas a desembargador "Até o momento, em razão da gravidade dos indícios identificados em desfavor do desembargador, por determinação do corregedor nacional de justiça, ministro Mauro Campbell Marques, foi determinado o afastamento do requerido", informou o CNJ em nota. "Assim como o cumprimento de diligências na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, com o auxílio da Polícia Federal." https://www.youtube.com/watch?v=hUX6R-TvY6k O órgão avisou que irá extrair arquivos digitais e espelhamento de aparelhos eletrônicos do magistrado e que estavam no gabinete. Além disso, haverá o cumprimento de outras diligências. A Oeste entrou em contato com o TJMT, que informou que não vai se manifestar sobre a suspensão do desembargador. Desembargador afastado pelo CNJ se manifesta Por nota, a defesa do desembargador Dirceu dos Santos informou que "está colaborando integralmente com a atuação da equipe da Corregedoria Nacional de Justiça, que esteve em seu gabinete e que se coloca à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários". De acordo com o magistrado, os valores mencionados ou analisados pelo CNJ correspondem a rendimentos devidamente declarados no seu Imposto de Renda, que demonstra transparência e regularidade em sua conduta. "Reitera, por fim, sua confiança nas instituições e no pleno esclarecimento dos fatos." Leia também: Senador aciona CNJ contra desembargadores que absolveram réu por estupro de vulnerável O post CNJ afasta desembargador de MT que movimentou R$ 14 milhões em 5 anos apareceu primeiro em Revista Oeste .