França anuncia novas armas nucleares A escalada da guerra no Oriente Médio provocou ainda mais apreensão na Europa. A França anunciou que vai aumentar a produção de armas nucleares. O Reino Unido vem evitando ser arrastado para a guerra. Mas, na última noite, foi surpreendido com um ataque a uma base militar - situação que não ocorria ali há 40 anos. Essa base fica no Chipre, uma ilha no Mediterrâneo. Ele é parte da União Europeia e fica em uma posição estratégica, bem perto do Oriente Médio. O drone iraniano atingiu a pista de pouso e causou “danos mínimos”, segundo a Força Aérea. Mas foi o suficiente para que Downing Street determinasse a retirada das famílias que vivem nessa área. Horas depois, dois outros drones iranianos foram abatidos, de acordo com os militares do Chipre. Esses drones teriam sido lançados do Líbano pelo Hezbollah. Nesta segunda-feira (2), em uma sabatina no Parlamento, Keir Starmer defendeu sua decisão de autorizar os Estados Unidos a usarem bases britânicas para fins de defesa. Medida que o americano Donald Trump considerou insuficiente e chamou de “frustrante”. O primeiro-ministro britânico também fez questão de enfatizar que o primeiro ataque iraniano contra a base ocorreu antes do anúncio dessa medida. O Reino Unido tem tomado decisões cautelosas, tentando manter distância das aspirações ofensivas dos Estados Unidos e de Israel. Mas, nesta segunda-feira (2), Starmer mudou ligeiramente o tom. Ele apontou uma série de episódios em que britânicos estiveram em risco por causa do Irã e de grupos armados financiados pelo regime. Ele disse que só no último ano, o governo registrou ao menos 20 ataques potenciais em solo britânico. França anuncia que vai aumentar arsenal nuclear para proteger continente europeu Jornal Nacional/ Reprodução A União Europeia marcou para esta segunda-feira (2) uma reunião extraordinária. A presidente do bloco disse que a diplomacia é a única solução para essa crise no Irã. Mark Rutte, secretário-geral da Otan, deixou claro que as tropas da aliança militar não estão envolvidas nas ações contra o Irã e enfatizou que essa é uma campanha dos Estados Unidos e de Israel. Mas seus aliados já se preparam para o pior. O presidente da França anunciou mudanças na estratégia nuclear do país. Disse que, pela primeira vez em décadas, o país vai aumentar o número de armas nucleares. Estima-se que a França possua atualmente cerca de 290 ogivas, a maioria adaptada para submarinos, segundo a Federação de Cientistas Americanos. Isso faz do país a quarta potência nuclear - depois da Rússia, dos Estados Unidos e da China. A França também anunciou uma cooperação com o governo alemão para intensificar os projetos de dissuasão nuclear. Os exercícios conjuntos já devem começar em 2026 e devem envolver outros aliados europeus. Os dois países vão ainda trabalhar com o Reino Unido para desenvolver um novo projeto de mísseis de longo alcance: “Para sermos livres, temos que ser temidos”, declarou Emmanuel Macron. LEIA TAMBÉM Trump defende ataque ao Irã e confirma que conflito seguirá por 'quatro ou cinco semanas, ou mais' Apenas um em cada quatro americanos apoia ataques dos EUA ao Irã, aponta pesquisa Reuters/Ipsos Guarda Revolucionária do Irã afirma que inimigos que mataram Khamenei não estarão seguros 'nem mesmo em casa' O que é e o que faz um aiatolá? 'Minhas pernas paralisaram', 'Pessoas correndo', 'Medo de estar aqui': brasileiros relatam insegurança após ataques entre EUA, Israel e Irã 'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio