O Peru declarou estado de emergência no fornecimento de gás natural até 14 de março, após restrições no serviço causadas por um incêndio em um gasoduto do principal campo de gás do país, anunciou o governo nessa segunda-feira. Mais de 1,2 milhão de residências recebem gás natural, segundo o governo, o que representa um sexto dos domicílios do país. Com medo do desabastecimento de GNV, população faz filas quilométricas em postos de combustível (veja abaixo). Initial plugin text A medida foi decretada após deflagração em uma estação forçar a "suspensão do transporte de gás natural de Camisea por motivos de segurança" no trecho afetado, de acordo com um comunicado do Ministério de Energia e Minas. Novo presidente interino do Peru chega ao poder criticado por falas polêmicas em defesa do casamento infantil Casa do Papa Leão XIV por mais de 20 anos, Peru deve receber visita do pontífice no fim do ano O ministério afirmou que ativou "um mecanismo de racionamento para alocar o volume de gás natural ao mercado interno" a fim de evitar a escassez. O governo determinou que o volume disponível de gás natural nos gasodutos "seja priorizado para o fornecimento a residências, empresas e postos de GNV que abastecem o transporte público". "A explosão ocorreu após a detecção de um vazamento de gás" em uma estação de válvulas localizada em uma área de mata fechada no distrito de Megantoni, na região de Cusco, informou o Ministério. O incidente está sob controle e não houve feridos, assegurou a Transportadora de Gas del Perú, empresa responsável pelas operações. Desde a inauguração do campo de gás de Camisea, no início do século, esta é a primeira vez que uma falha em um gasoduto força a suspensão parcial dos serviços de transporte. Além do mercado interno, o Peru também exporta gás natural liquefeito para o México, China, Japão, Coreia do Sul e alguns países europeus.