Na preparação para o Mobile World Congress (MWC 2026), que começou nesta segunda-feira em Barcelona, na Espanha, e vai até quinta-feira, a empresa chinesa Honor apresentou seu Robot Phone, um smartphone com uma câmera robótica integrada. iPod está de volta: aparelho lançado há quase 25 anos encanta jovens amantes da música que querem se 'desconectar' iPhone 17e X 16e: o que mudou na nova geração. Entenda as mudanças A Honor já foi a segunda marca da Huawei, vendida em 2020, e desde então lançou dispositivos inovadores, como o novíssimo Honor Magic v6, o smartphone dobrável tipo livro mais fino do mundo (8,7 mm quando fechado, apesar de ter uma bateria de 6600 mAh), e seu novo companheiro de aventuras, o Robot Phone. Como o próprio nome sugere, este modelo possui uma câmera robótica que emerge de dentro do telefone e é posicionada sobre ele, acoplada a um braço mecânico que permite sua rotação de 360 graus na horizontal e também na vertical. O braço da câmera integra um gimbal 4DoF (ou seja, com quatro direções de movimento) para estabilizar seu funcionamento e permitir que o vídeo gravado permaneça estável mesmo com a movimentação do telefone. Pior ainda, essa câmera também funciona como o olho de um assistente de inteligência artificial (IA) integrado ao telefone: ela reage ao que dizemos, ao que o sensor da câmera captura, rastreia autonomamente uma pessoa quando estamos gravando um vídeo (e saímos do enquadramento) ou responde a uma pergunta sobre algo que a câmera está capturando; nisso, ela difere do Gemini Live ou da função similar ChatGPT (que também pode analisar o que a câmera "vê"), pois tem a liberdade de reenquadrar sem que o usuário precise mover o telefone para uma posição desconfortável. A inteligência artificial do telefone consegue até mesmo acenar ou balançar a cabeça movendo a câmera de um lado para o outro, o que lhe confere uma linguagem corporal com gestos que outros assistentes não possuem. Robot phone da Honor com câmera robotizada em ação durante a inauguração do Mobile World Congress (MWC), Manaure Quintero / AFP Quando não está em uso, a câmera (com um sensor de 200 megapixels) fica armazenada dentro do telefone com o sensor voltado para fora, para uso como uma câmera convencional. A Honor afirma que o dispositivo estará à venda no segundo semestre deste ano, sem esclarecer o preço; o dispositivo enfrenta o mesmo desafio de outros smartphones motorizados que chegaram ao mercado entre 2018 e 2020, e que pouco fizeram além de esconder a câmera: demonstrar que a maior complexidade, fragilidade e preço inerentes a esses designs valem a pena. Juntamente com esse modelo, a empresa apresentou o Honor Magic V6, um smartphone dobrável mais convencional, no formato de livro, com uma bateria excepcionalmente grande de 6660 mAh e uma espessura de 8,7 mm, além de uma tela interna de 7,9 polegadas, com uma dobra que, segundo a empresa, é 44% menor do que nos modelos anteriores (e, portanto, menos visível), uma dobradiça que suporta 500 mil dobras, uma câmera traseira tripla e uma tela externa de 6,5 polegadas, além de contar com um processador Snapdragon 8 Elite Gen 5.