Moradora cobre carro com crochê em Goiás e chama atenção da web; vídeo A artesã Ilene Fonseca, de 46 anos, encantou a web ao cobrir o próprio carro com crochê em Itaberaí, na região noroeste de Goiás. Fã do apresentador Luciano Huck, ela faz crochê há 36 anos e usou cerca de 25 quilos de linha para confeccionar 700 quadrinhos que formam a arte inspirada nas cores do programa Domingão com Huck. Segundo Ilene, todo o processo foi registrado ao longo de cinco meses, totalizando 150 dias de trabalho. Lavradora, ela trabalha em média oito horas por dia e aproveitava outros momentos para confeccionar as peças em crochê. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A artesã publicou o vídeo nas redes sociais no dia 20 de fevereiro e a repercussão foi imediata. Em entrevista ao g1, contou que produzia as peças principalmente à noite, enquanto aguardava o horário de buscar a filha no trabalho. Além disso, precisava conciliar os cuidados com a casa e as atividades pessoais. “Eu também precisava cuidar da casa e ainda fazer crochê. Eu faço crochê apenas nas horas vagas, porque trabalho na roça. Quando chegava em casa começava a fazer, principalmente porque minha filha trabalha à noite e eu precisava buscá-la à meia-noite”, disse. Moradora cobre carro com crochê em Goiás e chama atenção da web, Goiás Reprodução/Instagram Ilene Fonseca Nova rotina após repercussão A rotina de Ilene mudou depois que o vídeo ganhou visibilidade. Agora, além de produzir novas peças, ela precisa organizar as encomendas que aumentaram e também dedicar parte do tempo às redes sociais, respondendo mensagens, divulgando o trabalho e atendendo pessoas interessadas, já que muitos pedidos também chegam pelas redes. “Minha vida mudou para melhor, graças a Deus. Eu acreditava que ia mudar, que seria bom, mas não imaginava que seria nem um terço do que está sendo”, comentou. LEIA TAMBÉM: Moradora cobre carro com crochê em Goiás e chama atenção da web; vídeo Mulher que cobriu carro com crochê em Goiás também já fez música para Luciano Huck; vídeo Colégio Agostiniano comemora aniversário com inauguração de fonte, em Goiânia Sonho de conhecer o apresentador Ilene também compôs uma música e publicou um clipe nas redes sociais para chamar a atenção de Luciano Huck. Fã do apresentador há mais de 25 anos, ela gravou o vídeo em cartões-postais de Itaberaí (veja o vídeo abaixo). Mulher que cobriu carro com crochê em Goiás também já fez música para Luciano Huck; vídeo O clipe foi publicado em janeiro de 2025. Na música “Lú e doce Lar”, ela canta versos dedicados ao apresentador e reforça o desejo de conhecê-lo pessoalmente. A artesã sonha em participar do quadro “Lar Doce Lar”. Além do carro coberto de crochê e das músicas, Ilene já escreveu dezenas de cartas e dois livros contando sua trajetória. Mas com a repercussão teme que não terá novidades para contar ao ídolo. “Se demorar muito, quando eu chegar lá talvez eu já não tenha nenhuma novidade para contar. E acabou sendo engraçado, porque muita coisa tem acontecido antes mesmo de ter o sonho de ir no programa o Luciano realizado”, disse sobre a repercussão. Crochê como fonte de renda Ilene contou que realiza diversas atividades na roça, como capinar, plantar, adubar e colher. O crochê começou como alternativa para complementar a renda familiar quando ela tinha 10 anos. Ela começou a trabalhar ainda na infância, dividindo o tempo entre os cuidados com a casa e a ajuda na lavoura. “Na verdade, comecei a cuidar da casa e dos meus irmãos ainda muito pequena. Eu tinha sete anos e já era uma criança cuidando de outras crianças. Uns três anos depois, por volta dos dez, aprendi a fazer crochê”, contou. Segundo a artesã, o perfil criativo ajudou a transformar a técnica em principal fonte de renda. Ela ensinou os filhos a crochetar e afirma que nunca deixou a atividade. “Sempre fui muito criativa. Na escola eu ganhava merenda, às vezes até trocados, para fazer capas de trabalhos ou desenhos em cartolinas nas apresentações. Eu sempre me reinventei”, ressaltou. Ela disse que queria ter o próprio dinheiro, já que recebia apenas o que os pais podiam oferecer. “Eu queria ter algo que fosse fruto do meu esforço. Comecei fazendo xuxinhas, depois blusinhas, paninhos, e fui vendendo. Aquele dinheiro era resultado do meu trabalho. Desde então, nunca mais parei”, destacou. Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás