Plantão judiciário negou urgência em caso de estupro coletivo e suspeitos somem antes da prisão, diz delegado

Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo Divulgação/Disque Denúncia O pedido de prisão dos suspeitos de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em um apartamento em Copacabana, esbarrou inicialmente no plantão judiciário. Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), ouvido pelo blog, a Polícia Civil solicitou as prisões e os mandados de busca e apreensão ainda durante o plantão. O caso, porém, não foi considerado urgente naquele momento. O processo foi distribuído primeiro para a Vara de Violência Doméstica e, depois, para a vara especializada em crimes contra crianças e adolescentes vítimas. A decisão que decretou as prisões saiu após o carnaval, cerca de 21 dias depois do pedido inicial. No sábado seguinte, a polícia tentou cumprir os mandados, mas não encontrou os suspeitos nos endereços informados. De acordo com o delegado, como as defesas já tinham acesso ao processo, não houve efeito surpresa no cumprimento das ordens judiciais. A apreensão dos celulares é considerada peça-chave para o inquérito. Embora não haja confirmação de que o crime tenha sido filmado, Ângelo afirma que é comum, nesse tipo de caso, haver registros em vídeo. A polícia também acredita que houve intensa troca de mensagens entre os envolvidos antes e depois do episódio. “Seria muito importante ter acesso a esses celulares. Seria uma prova ainda mais robusta para a gente juntar à investigação”, disse. Quando os mandados de prisão foram expedidos, na última sexta-feira, os suspeitos já não estavam em casa. Ângelo afirma que tentou antecipar o cumprimento para o sábado, a fim de surpreendê-los, mas eles não foram localizados. A polícia não sabe exatamente quando deixaram as residências. Atualmente, quatro investigados são considerados foragidos: quatro maiores de idade e um adolescente. O quinto investigado se entregou à Polícia.