O Tennis Country Club de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, sediou nesta semana um torneio Challenger, a segunda divisão profissional do tênis masculino. Nesta terça-feira, no segundo dia de disputas, as partidas foram interrompidas de forma abrupta após momentos de tensão. O incidente ocorreu durante o confronto entre o japonês Hayato Matsuoka (368º do ranking da ATP) e o bielorrusso Daniil Ostapenkov (754º), válido pela segunda rodada do qualifying. No terceiro set, o alarme de ataque aéreo soou nas dependências do clube. Imediatamente, jogadores, árbitro e boleiros deixaram a quadra em busca de abrigo. A cena foi registrada em vídeo e circulou nas redes sociais. Initial plugin text De categoria 50, com US$ 63 mil em premiação e o sul-africano Lloyd Harris (atual 152º do ranking, top 35 em 2021) como principal cabeça de chave, o início do evento esteve sob incerteza em razão da guerra no Oriente Médio. A competição, no entanto, começou conforme o previsto. A paralisação coincidiu com um incêndio em uma refinaria de Fujairah — um dos principais polos de exportação de energia dos Emirados Árabes Unidos — após a interceptação de um drone iraniano. Imagens de densas colunas de fumaça foram divulgadas por veículos internacionais. “As autoridades informaram que o incêndio foi controlado e que as operações normais na área foram retomadas. Não houve registro de vítimas”, publicou o Hindustan Times, jornal da Índia. Jogadores ainda retidos em Dubai O impacto da instabilidade regional também atinge atletas que disputaram recentemente o ATP 500 de Dubai. Alguns dos principais nomes que alcançaram as fases finais do torneio seguem na cidade, com dificuldades para deixar o país. Entre eles estão o russo Daniil Medvedev, ex-número 1 do mundo e atual 11º do ranking, campeão de simples; Tallon Griekspoor, dos Países Baixos; Andrey Rublev, da Rússia; o salvadorenho Marcelo Arévalo; e o croata Mate Pavic. O finlandês Harri Heliovaara relatou a situação em seu blog pessoal: “Queremos ir embora o quanto antes, mas às vezes o melhor é esperar”.