A França e a Alemanha iniciaram nesta terça-feira, 3, uma mobilização naval e aérea coordenada para proteger ativos estratégicos no Chipre e nos Emirados Árabes Unidos. A decisão ocorre após o Irã atingir a base britânica RAF Akrotiri com um drone Rashed e danificar um hangar francês em Abu Dhabi. O presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, confirmou que o ataque iraniano ocorreu minutos depois da meia-noite de segunda-feira, 2, resultando em danos materiais. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Paris anunciou o envio imediato de um navio de guerra e sistemas terrestres de defesa antimísseis para a ilha. Além do reforço naval, a França mantém caças Rafale em prontidão na Base Aérea de Al Dhafra para garantir a segurança do espaço aéreo contra novas incursões. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou que o bloco agirá em "solidariedade coletiva" para proteger os Estados-membros. O dilema de Friedrich Merz em Washington O chanceler alemão Friedrich Merz desembarcou nos Estados Unidos para uma reunião de emergência no Salão Oval com Donald Trump. Embora a pauta original fosse a disputa tarifária, a morte de Ali Khamenei e a retaliação do Irã dominaram o encontro. Merz adotou uma postura de "unidade reticente": em público, defendeu a coesão entre aliados, mas, nos bastidores, expressou ceticismo sobre a eficácia de usar ataques militares para forçar mudanças de regime. https://www.youtube.com/watch?v=KthgCey-Loc O líder alemão traçou paralelos com os conflitos no Afeganistão, Iraque e Líbia para ilustrar os riscos de uma desestabilização regional a longo prazo. "Nós, na Europa e na Alemanha, teríamos que arcar com as consequências", alertou Merz. Apesar de Berlim ter enviado um navio de guerra à região, o ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, descartou qualquer envolvimento direto da Alemanha em combates terrestres ou ofensivas aéreas. Realinhamento estratégico por causa do Irã A escalada militar forçou o arrefecimento da guerra comercial entre Washington e o bloco europeu. Diferentemente de episódios anteriores, o governo Trump notificou a Alemanha sobre a ofensiva contra o Irã antes do início dos bombardeios, sinalizando uma tentativa de coordenação mínima com a OTAN. Enquanto isso, a Grécia intensificou sua participação na defesa do Chipre, enviando quatro caças F-16 e deslocando duas fragatas de última geração para as águas cipriotas. A movimentação dos líderes europeus busca criar um cinturão de proteção em torno de bases e portos comerciais, tentando evitar que o conflito no Golfo Pérsico interrompa o fluxo logístico e a segurança no Mediterrâneo Oriental. Leia também: "Irã rejeita diálogo com os EUA e critica a política de Trump no Oriente Médio" O post Líderes europeus tomam medidas depois de ataques do Irã apareceu primeiro em Revista Oeste .