Transparência Internacional critica decisão de Gilmar Mendes

A Transparência Internacional criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que suspendeu a quebra de sigilos da empresa Maridt, ligada ao também ministro Dias Toffoli. Segundo a organização, Gilmar já adotou "estratégia semelhante" ao “ressuscitar ação antiga para permitir que investigados peticionem diretamente a ele, driblando relatores e instâncias”. Dessa forma, o procedimento dele indica um possível padrão de atuação. https://twitter.com/TI_InterBr/status/2028791047090757634?s=20 "Assim como blindou a Maridt dos Toffoli, usou manobra similar para anular toda a investigação sobre a corrupção na FGV, parceira de sua empresa IDP no Gilmarpalooza", diz nota da Transparência Internacional publicada no X. "Tudo indica ser um método”. + Leia mais notícias de Política em Oeste A organização também menciona reportagens sobre o tema. "As investigações da corrupção da FGV acabaram em pizza”, diz o texto. Nesse cenário, a Transparência Internacional defende que “o Senado (e o país) precisam lutar para que o mesmo não aconteça nas investigações do Master e suas relações com Toffoli e outras autoridades”. Medida de Gilmar Mendes amplia sensação de impunidade Por fim, a publicação afirma ainda que a medida do ministro amplia a percepção de impunidade e cobra reação institucional. A organização conclui que “a impunidade desses agentes influentes através de manobras do decano afunda, ainda mais, o STF em sua degradação institucional”. A manifestação ocorreu depois de Gilmar suspender a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt. Quem determinou a medida foi a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Na decisão, o ministro classificou a quebra de sigilo como “destituída de idoneidade por completa e absoluta ausência de fundamentação válida” e afirmou que ela “apresenta narrativa e justificação falhas, imprecisas e equivocadas”. O post Transparência Internacional critica decisão de Gilmar Mendes apareceu primeiro em Revista Oeste .