O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou com deboche ao ser perguntado se Israel havia "arrastado os EUA" para a guerra com o Irã, durante uma entrevista à rede americana Fox News, na noite de segunda-feira. A pergunta, lançada pelo popular apresentador conservador Sean Hannity, repercutia um comentário feito horas antes pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que ao ser questionado sobre qual "ameaça iminente" teria levado o governo a autorizar o ataque, citou havia tomado conhecimento sobre uma iminente ação israelense — o que, justificou, provocaria uma reação inevitável do regime dos aiatolás sobre os EUA. — Isso é ridículo — respondeu Netanyahu na entrevista televisiva. — Donald Trump é o líder mais poderoso do mundo. Ele faz o que acha que é o certo para os EUA. Em um momento em que a cooperação entre EUA e Israel é descrita como estreita e letal no campo de batalha, a dificuldade dos aliados estabelecerem uma retórica unificada e direta sobre a ofensiva ao Irã tem resultado em uma mensagem permeada de incongruências e ambiguidades. O presidente dos EUA, Donald Trump, pareceu tentar consertar a fala de Rubio na véspera, antes de um encontro com parlamentares, e sugeriu que a ação israelense, na verdade, teria sido resultado de sua pressão. — Acho que eles [o Irã] iriam atacar primeiro, e eu não queria que isso acontecesse — afirmou Trump a repórteres durante um encontro nesta terça com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. — Então, de certa forma, posso ter forçado Israel a agir. *Matéria em atualização