O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira rejeitar pedido do PT e confirmar a votação da CPI do INSS que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. — Adianto desde logo que este não é um caso de flagrante desrespeito ao regimento interno ou à Constituição Federal. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular a deliberação da CPMI. Mais cedo, o parlamentar afirmou que iria ouvir a Advocacia do Senado antes de decidir sobre o recurso apresentado por parlamentares do PT contra — Estou querendo decidir; vou ouvir a advocacia. O recurso foi protocolado após a aprovação, em votação simbólica, de mais de 80 requerimentos em bloco, entre eles o pedido de quebra de sigilo de Fábio Luís e solicitações de informações e convocações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Parlamentares governistas alegaram que houve erro na contagem dos votos durante a sessão conduzida pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (PSD-MG), e pediram a anulação da deliberação. Após a votação, houve protestos no plenário da comissão e pedido de verificação nominal, que foi rejeitado sob o argumento de que o regimento permite votação simbólica. O requerimento foi enviado aos órgãos responsáveis na semana passada. O envio do pedido ao Coaf ocorreu mesmo com questionamentos apresentados por parlamentares da base do governo sobre a regularidade da votação.