Representantes de empresas do setor produtivo se reuniram nesta terça-feira com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pediram que iniciativas que preveem o fim da jornada de trabalho no modelo 6x1 não sejam analisadas de forma célere. Durante a conversa, os representantes das empresas entregaram uma carta em que manifestam preocupação com projetos e propostas que vão nesse sentido. "Considera-se recomendável que o aprofundamento desta pauta ocorra fora do ambiente de disputas eleitorais, em momento mais propício à construção de consensos duradouros e de soluções equilibradas. Somente com maturidade social poderemos avançar para construir um futuro de trabalho mais justo, produtivo e equitativo para todos os brasileiros", diz trecho da carta. O encontro foi intermediado pela Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) e contou com a participação de parlamentares da base do governo e da oposição, como os senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Tereza Cristina (PP-MS) e Jorge Seif (PL-SC). A Câmara analisa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o modelo 6 x 1. O texto tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. No final do ano passado, outra PEC semelhante foi aprovada pela CCJ do Senado. O senador Rogério Carvalho (PT-MG), relator da PEC aprovada pela comissão do Senado, disse que Alcolumbre vai abrir o debate neste ano. – O setor produtivo coloca as dificuldades em relação ao custo que vai aumentar. É importante a gente considerar que os trabalhadores, que trabalham 44 horas, têm um esforço enorme, não tem ficado com suas famílias, a gente tem visto uma exaustão – disse o petista. Carvalho apontou que o tema ainda segue indefinido na Casa: – Não discutimos como vai ser o debate. Eu sou relator de uma PEC, que já foi aprovada pela CCJ. A ideia é que o debate inicie aqui no Senado em paralelo com a Câmara. Teve uma discusão inicial e o presidente (do Senado) disse que quer fazer esse debate, não disse nem quando, nem como.